Em passeata servidores públicos manifestaram ser insustentável a política de arrocho promovida pelo governo Mauro Mendes

Os servidores públicos do estado de Mato Grosso, das categorias que compõem o Fórum Sindical, entre elas o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público (Sintep-MT), realizaram uma passeata na tarde de quarta-feira (27/10). O ato percorreu o Centro Político Administrativo na capital, exigindo a recomposição salarial dos trabalhadores do estado, que somam perdas de mais de 20% no poder de compra, depois de três anos sem Revisão Geral Anual (RGA).

O presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira, destaca como insustentável para os servidores a política de arrocho promovida pelo governo Mauro Mendes. “Não aceitaremos mais essas práticas de desvalorização, seja ela objetiva, com a precarização das condições de trabalho, ou subjetiva, com a demonização dos trabalhadores, como responsáveis pela precarização imposta aos serviços públicos e total falta de compromisso com a população”, afirmou.

A coordenação do Fórum Sindical enfatizou a necessidade da mobilização, um dia antes do Dia do Servidor, para reafirmar o descaso do governo com as políticas públicas. O representante do Fórum, e dirigente do Sintep-MT, Orlando Francisco, acentuou que além da implementação das Reformas da União, contra os servidores, o governo de Mato Grosso tem piorado as medidas no âmbito estadual, numa referência a Lei do Teto de Gastos, a Reforma da Previdência estaduais, que sacrificaram direitos desses trabalhadores.  

As legislações implementadas no estado são vistas como manobras do governo Mauro Mendes para a prática de arrocho às categorias do executivo. “Temos várias pautas unificadas que exigem a audiência com o governo, mas não existe interesse político para negociar”, destacou Orlando Francisco.

A passeata reuniu servidores da Educação, da Saúde, da Universidade do Estado de Mato Grosso, da área meio, do desenvolvimento econômico, de várias regiões do estado. A mobilização deste dia 27 retoma os atos públicos dos servidores, após a retomada das atividades suspensas em virtude da pandemia. “Agora temos que voltar para as ruas, pois o governo, mesmo com a crise sanitária, não conteve os ataques aos trabalhadores do estado”, conclui Orlando.

Fonte: Assessoria/Sintep-MT

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