Operação Jumbo: R$ 60 milhões bloqueados , 4 empresários presos, 8 mandados de prisão, 29 mandados de busca e101 veículos apreendidos.

Com informações da PF

Indefiro os pedidos formulados pela defesa inclusive os de reconsideração e consubstanciado nos fatos e fundamentos jurídicos captados em áudio e vídeo, os presentes saem intimados”; diz trecho da decisão do juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Jean Garcia de Freitas Bezerra, que assim manteve a prisão do empresário Thiago Gomes de Souza (Baleia), preso na semana passada por envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

A investigação aponta ainda que a organização criminosa ligada ao Comando Vermelho adquiria a cocaína em Porto Esperidião, a 326 Km de Cuiabá, e armazenava em Mirassol D’Oeste, a 297 Km da capital, para em seguida distribuir em Cuiabá capital do estado.

INVESTIGAÇÃO CONTINUA:

Com as recentes ocorrências algumas pessoas estão assustadas e temerosas com as ações da Policia Federal no combate a lavagem de dinheiro decorrente do tráfico de drogas no Mato Grosso.

Essa organização criminosa especializada em tráfico drogas e lavagem de dinheiro, que movimentou cerca de R$ 350 milhões em 4 anos, foi alvo da operação Jumbo que  resultou na prisão de oito pessoas procuradas por lavagem de dinheiro decorrente do tráfico de drogas em postos de combustíveis conveniências e uma mineradora.

Além dos oito mandados de prisão preventiva a sétima vara criminal de Cuiabá expediu 29 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de diversos bens. As ações policiais ocorreram em endereços ligados aos investigados em cinco municípios do estado de Mato Grosso: Cuiabá, Várzea Grande, Mirassol D’Oeste, Poconé e Pontes e Lacerda.

Como já mencionado, o principal alvo foi Thiago Gomes de Souza (Baleia), 36 anos; os demais presos foram: Márcio de Oliveira Marques e a esposa Miriam de Luna Cavalcante Marques, Tcharles Rodrigues Ferreira de Moraes, Josivaldo de Lima Gomes, Thiago Teixeira da Silva e Késia Moraes.

POCONÉ:

A busca e apreensão ocorreu em Poconé no Centro da Cidade na Rua Campos Sales, Nº 96, na empresa nominada Marques Comercio De Metais Eireli (Marcio Metais), aberta em 01/02/2019, com o CNPJ: 28.654.008/0002-71, sendo uma FILIAL de Cuiabá.

A empresa com Atividade Principal de Comércio varejista de artigos de joalheria não tinha alvará de funcionamento municipal de 2022 nem de 2021. Sabe-se que no local há outra empresa em operação.

A empresa Marcio Metais pertence ao casal Márcio de Oliveira Marques e Mirian de Luna Cavalcanti Marques, ao qual viveu ascensão financeira muito rápida.

Márcio era sócio de Baleia em um empreendimento rural na BR-070 avaliado em R$ 6 milhões. Contudo, em seu último emprego formal, em 2013, o salário era de R$ 405 como auxiliar de escritório.  

Nessa mesma época, Mirian era proprietária de uma empresa individual, com capital social de R$1,00, no setor de comercio varejista de roupas. Consta que a declaração ao INSS apontava rendimento mensal não superior a R$ 3.655,82.

Em 16 de dezembro de 2014, o casal abriu a empresa Brascambio, nos setores de agência de viagem e câmbio. Durante toda sua atuação, a instituição fez diversas transações financeiras entre Baleia e pessoas vivíparas ao tráfico de drogas.

A partir de 2017, o casal passou a explorar o setor de mineração, fundando a empresa Márcio Metais naquele ano com posterior abertura de uma filial em Poconé em 2019. 

NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO:

Já em 2020, Márcio abriu a Mom Mineração, na Estância Sesmaria, com capital social de R$ 100 mil, em Nossa Senhora do Livramento.

O CASO:

Késia Moraes é antiga proprietária do Posto Atalaia localizado na Avenida Palmiro Paes de Barros. Ela teria vendido o estabelecimento a Baleia, porém ao invés de receber o pagamento teria enviado o dinheiro ao próprio comprador.

A Polícia Federal acredita que ela tenha sido usada como laranja do empresário do tráfico. A compra do posto Jumbo hoje é avaliado em 6 milhões de reais realizada por um homem que dizia trabalhar como taxista.

A troca de informações com a Diretoria de Inteligência da Polícia Militar e Polícia Federal descobriu o enriquecimento ilícito de baleia e desmatelou o esquema do Chefe do tráfico na capital Mato Grosso.

A vida pregressa e o padrão de vida levado por Baleia nos últimos anos demonstrou que ele tinha uma troca constante em comum de automóveis, todos de luxo, além de recebido em um dos condomínios com os imóveis mais caros de Cuiabá.

Na vida do crime teria inicio ainda adolescente como traficante, fez parte de gangues, depois foi investigado como mandante de homicídio, por último se tornou o dono de boca de fumo, até passar a trabalhar como taxista, ao mudar de cargo na prática criminosa passou a figurar como empresário a partir do financiamento do tráfico, inclusive mantendo o contato quase que diário com a facção criminosa.

A justiça determinou o bloqueio de bens entre, veículos de luxo e  imóveis que totalizam cerca de 60 milhões.

Além de comprar o Jumbo, Baleia teria comprado Posto Atalaia e outro na Avenida Miguel Sutil. A ideia do criminoso era de expandir os seus negócios como a rede de postos na região metropolitana de Cuiabá por meio de dinheiro do tráfico de cocaína, que vinha da Bolívia para Mato Grosso.

Os empresários que levavam o dinheiro principalmente em postos de combustíveis, conveniência, além de uma mineradora, tiveram quebra de sigilo bancário que comprovou que todos os indivíduos do núcleo empresarial e pessoas físicas e jurídicas transferiram desde 2018 recursos para pessoas ligadas ao tráfico de Mirassol d’Oeste e Porto Esperidião.

Ficou claro e evidente o financiamento do tráfico de drogas por todas essas pessoas que estão presas explicou o delegado de combate ao Crime Organizado, Jorge Vinícius Nunes.

Walney Rosa

Jornalista, produtor cultural e escritor. Walney de Souza Rosa (Vavá Rosa) presta assessoria e escreve para sites de Mato Grosso e de todo o Brasil. Seus artigos literários e culturais já foram publicados...

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