O município pantaneiro de Poconé, distante a 100 quilômetros ao sul de Cuiabá, capital de Mato Grosso tem uma cultura viva.

Os artistas, músicos, artesãos e produtores de cultura sempre se movimentaram para perpetuar essa vida cultural.

Com a criação da Coordenação de Cultura no Sesc Poconé esse movimento ganhou mais força.

“Os tradicionais quintais de conhecidas moradoras da “Cidade Rosa”, que chegam a receber mil pessoas em dias de festa de santo, são o cenário da homenagem feita pelo Sesc Pantanal aos 240 anos do município, celebrado nesta quinta-feira (21/01). Dona Sebastiana, Dona Apolonia (in memoriam), Dona Leila, Dona Conlíria e Dona Negrinha viraram arte em espaços escolhidos por elas mesmas em suas casas. O registro artístico e histórico foi feito em grafite pelo artista visual Régis Gomes, que as retratou junto a seus santos de devoção.

Algumas das obras estão nos muros das casas e podem ser visitadas por moradores e turistas. Outras, quando o Projeto Quintais, realizado em anos anteriores pelo Sesc Poconé, for retomado. Na casa da Dona Leila, a opção foi por retratar somente os santos a quem ela é devota. Com as casas abertas ao público, os quintais recebem ações culturais em formato de intercâmbios com grupos de cultura popular de todo o país.

Berço das tradições poconeanas, os quintais de Poconé são um espaço de sociabilidade e fé, onde o sagrado e o profano se conectam.

Aos 77 anos, dona Conlíria Vilibar da Silva Corrêa, que tem sete filhos, 18 netos e 14 bisnetos conta da alegria de ser uma das homenageadas pelo Sesc Pantanal, especialmente após um ano em que não pode receber pessoas em casa. Ela acompanhou a criação do artista, feita na varanda de casa, junto com a família, e se emocionou.

“Fiquei muito triste este ano porque já esperava as noites dos Quintais, que trazem alegria para nós. Por causa da pandemia, teve que parar tudo, ficar dentro de casa, naquela tristeza de não ver ninguém, mas Deus está conosco e logo estaremos de volta. Foi muito emocionante ser escolhida para essa homenagem, pois não esperava. Senti uma grande emoção por acompanhar a pintura e, ao final, todos nós aplaudimos”, lembra.

O local escolhido por ela foi a varanda de casa, onde recebe as pessoas, passa o dia todo conversando com os que chegam, entre filhos e netos, e fazendo seu caça-palavra. “Essa é uma lembrança muito boa que o Sesc Pantanal está me dando. Fiquei feliz, feliz demais. Poconé é minha vida, aqui nasci, cresci e vivo até hoje, onde construí minha família e amigos. Todos me conhecem. Nossa cidade é muito hospitaleira e todo mundo que chega não quer mais ir embora. Parabenizo Poconé pelos seus 240 anos de glórias, vitórias e que os anos vindouros sejam de muita luz e bençãos aos governantes e todos que aqui habitam”, ressalta dona Conlíria”; Diz trecho de matéria do GazetaMT.

Walney Rosa

Idealizador e Fundador em 21 de janeiro de 2011 da Academia Lítero-Cultural Pantaneira, que compõe escritores, poetas, músicos e defensores da cultura pantaneira (com sede em Poconé) Antes disso em...

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