A convite do jornalista Walney Rosa, no ano de 2010, reuniram-se os Prefeitos de Poconé das gestões anteriores: Luiz Vicente, Clóvis Martins, Euclides Santos, Arlindo de Moraes, (+) Néco Falcão, Guido Silva e (+) Zezinho Santos sob as bênçãos de Nossa Senhora do Rosário, padroeira da cidade, em frente da Igreja Matriz, para posarem para foto de capa da revista 4º Poder.

Em meio a muita descontração, todos puderam desejar felicidades a Poconé e meditar: Como será a Poconé do Futuro?

O que espera as futuras gerações?

O que fazer para preservar os costumes, tradições, a cultura da Cidade Rosa?

Governos estaduais e federais prometeram BID Pantanal, prometeram recursos aos pantaneiros, prometeram que a Copa do Pantanal de 2014, mudaria nossas vidas…

Com o tempo descobrimos que nossos heróis, somos nós mesmos…

Estamos fazendo o necessário, o possível, CONQUISTAMOS MUITO.

Porém as expectativas aumentam com anseios de mais mudanças; para melhor é claro.

Essas discussões são assuntos para o pacato poconeano, assunto para longas horas de conversa a frente das casas, embalados pela cadeira de balanço de urubamba ou mesmo nas esquinas ou praças.

Com a passagem de 21 de janeiro, onde Poconé completa 242 anos em 2023, o entendimento para essa população de pantaneiros e aqueles que foram adotados pela cidade é um só: “As coisas mudaram”.

Tudo muda, tudo se transforma. Quer pela força da natureza como pelas mãos dos homens.

Com Poconé não foi diferente. O homem optou pelo progresso, mesmo que lento, e a natureza vem se adaptando. Tanque Jurumirim, Açude João Ponce (Tanque da Rua) e Córrego Tereza Botas na zona urbana da cidade ou mesmo o imenso pantanal na zona rural, as mudanças acontecem como uma espécie de castigo que veio “com o progresso”.

Quanto custa estar empregado?

Poconé de Frei Joaquim, de Frei Carlos Vallet, de Doninha do Tanque Novo e de Vigilato não é mais a mesma. Em 50 minutos de carro viajamos de Cuiabá até Poconé, de ônibus demora até duas horas, o asfalto é bom e agora o asfalto será renovado, bem como temos asfalto que nos leva até as margens do rio Cuiabá em Porto Cercado. Na transpantaneira temos pontes novas, estrada melhorada (apesar de ser chão).

Mesmo que esteja aquém dos desejos de alguns, pois a maioria percebe o esforço de nossas autoridades em busca de melhorias; obras são vistas em todos os cantos da cidade…, o progresso esta presente em Poconé, “com o nome limpo”, (sem nenhuma restrição junto aos governos) popularmente podemos afirmar que a atual administração recebeu muitos recursos do governo federal e estadual, sejam eles de emendas parlamentares ou não, com contra partida do executivo municipal dos impostos pagos pelo cidadão poconeano: asfalto, obras, prédios, casas foram construídos, vezes com recursos próprios e o poconeano voltou a ter esperança.

Por outro lado empresários que acreditam na importância da cidade reformaram, construíram, ousaram e se mantiveram no mercado empresarial.

O turismo forte, o boi no pasto, a soja com seu melhor grão, o garimpo com suas moendas trabalhando dia e noite.

A Cidade Rosa dos grandes quintais se mistura com novas formas de arquitetura, esse progresso começou e não vai parar tão cedo.

Escolas que educam e defendem a preservação ambiental defendem o crescimento ponderado, medido e dosado tendo em vista que em Poconé já é preocupante constatar o preço que será pago pelo desenvolvimento.

“O tempo não para”, porem, os antigos podem contar causos despertando o interesse da convivência harmônica do novo com o histórico.

Preservar costumes, tradições não é fácil. O gosto pela expressão cultural é passado de pai para filho e, pelo menos com relação a isso, é plenamente possível afirmar que Poconé caminha para frente, em direção a preservação de sua história e de seus costumes.

O desenvolvimento é necessário, preservar é possível. Que, ao completar 242 anos, Poconé encontre definitivamente o caminho do desenvolvimento sustentável, preservando suas raízes e o meio em que vive.

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Jornalista, produtor cultural e escritor. Walney de Souza Rosa (Vavá Rosa) presta assessoria e escreve para sites de Mato Grosso e de todo o Brasil. Seus artigos literários e culturais já foram publicados em jornais da Europa, Canadá e Estados Unidos. Idealizador e Fundador em 21 de janeiro de 2011 da Academia Lítero-Cultural Pantaneira, que compõe escritores, poetas, músicos e defensores da cultura pantaneira (com sede em Poconé) Entre obras já publicadas: A fé e o fuzil (A história de Doninha do Caeté); Boca da Noite (Ficção policial); Ei amigo (A história do Lambadão de Poconé).

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