O Peixe assado, de preferência o pacu, faz parte dos sabores desta terra. O pantanal e seus sabores se tornaram referência para o turismo da região.

A mestre em culinária pantaneira Rosangela de Oliveira e Silva, produziu um vídeo ensinando como se faz os melhores pratos tradicionais de Poconé; Pratos poconeanos herdados do quilombo e do pantaneiro raiz.

No link abaixo estaremos disponibilizando o vídeo que apresenta três receitas da culinária poconeana, sendo Feijoada, Caldo de Piranha e Maria Isabel (Carreteiro) ou carne seca com arroz. Num vídeo de 45 minutos transmitido pelo Youtube, Rosangela fala sobre como surgiu em Poconé os sabores de nossa culinária atual que foi herdado pela cultura negra dos escravos, pelos índios, com participação dos espanhóis e portugueses.

As cidades pantaneiras, por sua vez, procuradas como recurso para descanso nos finais de semana por grande grupo de visitantes de outras regiões do estado têm outros atrativos particulares.

Cáceres, Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Barão de Melgaço ou mesmo Santo Antonio de Leverger; o turista precisa de no mínimo dois dias para visitar e conhecer tudo sobre a cultura, pontos turísticos, arte, música, tradições e culinária.

Uma pena que em algumas dessas cidades os seus poderes constituídos não articularam, ainda, e não convenceram a população a se organizar para explorar o potencial da zona urbana.

Apesar dos percalços a culinária pantaneira é reconhecida até mesmo fora do país, o que faz com que os visitantes e turistas permaneçam na cidade para deliciar seus sabores regionais.

Se você visitar uma de nossas cidades poderá conhecer um pedacinho do paraíso, e não é porque na região, em especial Poconé, foram gravadas cenas da novela Paraíso da Rede Globo, ou documentários, filmes, a Record por exemplo gravou Bicho do Mato. também em Poconé. Na verdade os cineastas e diretores descobriram que o pantanal e também o cerrado realmente formam um “paraíso”.

Cantor Daniel, Atores: Alexandre Nero e Eriberto Leão em Poconé

A copa do pantanal auxiliou a divulgação deste cenário (em 2014) e mais recentemente, apesar das queimadas o pantanal de Poconé continuou a ser visitado por muitos que registraram suas belezas e divulgam nas redes sociais, TVs abertas e fechadas, canais nas plataformas como youtube.

Sobre os sabores, podemos afirmar que apesar da população da região ou mesmo o ribeirinho pantaneiro, oferecer hospitalidade, excelentes bebidas, comida deliciosa, festas animadas, definitivamente o melhor do pantanal é o pantaneiro: a nossa gente, de alma e coração.

Para os visitantes que não estão acostumados com a realidade pantaneira nem tão pouco com a gastronomia, apresentamos a seguir sete sugestões, que podem ser seguidas em dois dias consecutivos de qualquer final de semana, por exemplo:

1 – Na manhã podemos apreciar um bolo de arroz com café bem quentinho.

2 – No almoço um “osso de corredor” no feijão. Para os que não conhecem é uma feijoada feita com ossos da perna do boi que tenha sido deixado bastante carne, depois de desidratado ao sol por dois dias, cortam-se os ossos em pedaços e os cozinham no feijão.

Após três horas no fogão à lenha é apreciado principalmente o “tutano” encontrado dentro dos ossos… uma delicia!

3 – No meio da tarde que tal um licor de pequi, daqueles feitos pela Vovó bem, da cidade de Poconé, se não conhece venha logo conhecer.

4 – Para o jantar um pacu assado, acompanhado do pirão de peixe.

5 – No dia seguinte começamos com o delicioso bolo de queijo acompanhado de um suco natural.

6 – No almoço tem novidade uma cabeça de boi assada no forno de lenha, comida típica do pantaneiro.

7 – Para restabelecer a energia tomamos um guaraná ralado no meio da tarde.

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Jornalista, produtor cultural e escritor. Walney de Souza Rosa (Vavá Rosa) presta assessoria e escreve para sites de Mato Grosso e de todo o Brasil. Seus artigos literários e culturais já foram publicados em jornais da Europa, Canadá e Estados Unidos. Idealizador e Fundador em 21 de janeiro de 2011 da Academia Lítero-Cultural Pantaneira, que compõe escritores, poetas, músicos e defensores da cultura pantaneira (com sede em Poconé) Entre obras já publicadas: A fé e o fuzil (A história de Doninha do Caeté); Boca da Noite (Ficção policial); Ei amigo (A história do Lambadão de Poconé).

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