Programa da empresa mato-grossense oferece curso de um ano de aula teórica em automação e outro de aula prática em fazendas 

Celso, Ronald e Erik são três jovens de 19 anos que se destacam dos outros da sua idade. Eles não frequentam baladas e estão mergulhados oito horas por dia em um treinamento focado em mecatrônica e automação. Tanta disciplina levou o trio a conquistar o segundo lugar nacional na Olimpíada do Conhecimento do Senai – e esse pódio ainda pode mudar porque haverá uma competição de desempate no início do próximo ano. 

Os três são colaboradores da Bom Futuro dentro do programa Jovem Aprendiz e estudam no curso técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Rondonópolis. O projeto da empresa é inovador, com um formato diferenciado para que os aprendizes possam focar na teoria e, mais tarde, na prática nas fazendas da empresa. 

“Há falta de mão de obra especializada tanto para a manutenção de máquinas agroindustriais como também de maquinários agrícolas cada vez mais modernos e tecnológicos e isso tem se mostrado um desafio para o agronegócio. Atualmente, temos uma demanda interna muito grande, sendo diversos serviços terceirizados, e precisamos capacitar colaboradores para atender este gargalo. Por isso, criamos com o Senai e com a parceria imprescindível do Senar um curso que possa atender o setor”, explica Tiago Goecks, gerente de Recursos Humanos da Bom Futuro. 

A empresa lançou um edital no final de 2019 e contratou, depois de entrevistas e testes, 100 jovens aprendizes. Durante este ano, eles estão inteiramente dedicados aos estudos em escolas do Senai em Rondonópolis (Formação Técnica em Manutenção de Máquinas Industriais, e Máquinas Pesadas com ênfase em Agrícolas), Várzea Grande (Formação Técnica em Manutenção Automotiva), Nova Mutum (Formação Técnica em Manutenção de Máquinas Pesadas com ênfase em Agrícolas) e Sapezal (Formação Técnica em Manutenção de Máquinas Pesadas com ênfase em Agrícolas) e, em 2022, seguem para as fazendas da Bom Futuro para as aulas práticas. 

“Estes jovens de 18 a 22 anos estão tendo a oportunidade de estudar e se capacitar em um mercado em ascensão e ainda receber uma bolsa-salário e todos os benefícios da empresa. Ao final, devem ser contratados porque temos demanda para isso”, diz Goecks.

O dia a dia do trio da robótica é um pouco diferente: eles treinam durante o dia e, à noite, fazem as aulas online. Celso Ferreira da Silva, Ronald William Ricco de Oliveira Santos e Erik Ruan Araújo da Silva disputaram a olimpíada em Curitiba (PR) de 27 de setembro a 02 de outubro. Cada um tem uma função específica na equipe para que o projeto saia correto e se destaque nas provas. 

“Aprendi muito além da parte técnica, é muito o nosso comportamento profissional e pessoal”, afirma Erik, que quer fazer faculdade e viajar. Para Celso, o projeto da Bom Futuro e as aulas no Senai podem leva-lo longe. “Dificilmente encontraria um lugar para proporcionar esta imersão e nos levar ao ápice do conhecimento”. Já Ronald reforça a importância dos professores. “Nós nos desenvolvemos muito tecnicamente e isso é possível porque tivemos os melhores professores”. 

Vilmar Lopes, professor do Senai de Rondonópolis, aponta que o maior requisito para um bom aluno ser vencedor de uma olimpíada e um bom profissional é dedicação e foco. “Estes meninos são jovens dedicados e inteligentes, não recusam desafios. Certamente vão agregar muito à empresa quando estiverem preparados para iniciar o trabalho prático”, finaliza.

creditos: Thielli Bairros  – DIALOG 

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