Começa hoje (segunda-feira; 10/05), em formato virtural, o 20º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá (Cinemato). A mostra segue até o dia 21 de maio, com exibições diárias de produções vindas de todo o Brasil. Uma live, via canal oficial no YouTube,  marca o início do festival, às 17h30 (horário de MT). 

Depois da cerimônia de abertura, a plateia segue para sala especial na AmazôniaFlix, plataforma em que serão exibidos os filmes das mostras competitivas, de homenageado e hors concours. 

O documentário mato-grossense, “Pi’õ romnha ma’ubumrõi’wa – Mulheres Xavante Coletoras de Sementes”, abre a programação da Mostra Competitiva de Curtas Brasileiros. Na sequência, vem “O buraco”, ficção produzida no  Amazonas.

Logo, é hora celebrar a obra de Geraldo Moraes, cineasta homenageado nesta nova edição do Cinemato. Para marcar a ocasião, será exibido “O homem mau dorme bem”. Geraldo sempre priorizou o Centro-Oeste em suas produções, tanto na escolha de cenários, quanto de elenco. Caso deste clássico filmado em Mato Grosso.

Assim como o filme de Geraldo Moraes, tem produção de Cláudio Assis, em mostra fora de competição, para arrematar o primeiro dia de Cinemato. O atualíssimo “Piedade”, ainda em difusão pelo circuito de festivais, será apresentado à plateia mato-grossense e também de todo o mundo.

Na terça-feira (11.05), a partir das 18h (horário de MT), na Amazônia Flix, serão exibidos pela mostra de curtas, “Noite de Seresta”, de Sávio Fernandes (CE) e “Seremos Ouvidas”, de Larissa Nepomuceno (PR). Na sequência, tem a estreia do documentário “Mata Grossa”, de Tati Mendes e Amauri Tangará (MT).

Entre os dias 10 e 15 de maio toda a programação é hospedada na AmazôniaFlix. Nos dias subsequentes, as mostras paralelas e temáticas serão transmitidas via YouTube. Todo dia, às 16h30 (horário de MT), tem debate com realizadores dos filmes exibidos na noite anterior, sob a mediação do jornalista Lorenzo Falcão.

A programação e links de acesso podem ser consultados diariamente no site oficial: www.cinemato21.com.br.

24 horas para assistir

Idealizador do festival que completa 20 anos de atividade, Luiz Borges explica que diante da situação de pandemia e em sintonia com os grandes festivais brasileiros que ocorrem durante o período, todo dia tem filme novo com prazo de até 24 horas para ser assistido.

“Completamos duas décadas em um momento totalmente novo. Sentimos falta do calor da plateia e dos realizadores, mas a conexão via internet proporciona uma ampliação de público para além das fronteiras mato-grossenses. Isso é um alento”.

Luiz, que também é cineasta e pesquisador do cinema, considera esta edição divisora de águas quando se fala em representatividade.

“Acompanhando o período de efervescência do cinema produzido em Mato Grosso teremos um número muito maior de realizadores daqui participando. Para um festival que historicamente batalhou pela formação de plateia para o cinema brasileiro e capacitação de profissionais locais, esse é um momento de coroar os nossos talentos”.

Telefilmes, séries, curtas e longas de Mato Grosso terão o Cinemato como primeira vitrine: são sete longas inéditos na mostra competitiva e três telefilmes de realizadores mato-grossenses na mostra informativa, também inéditos ao grande público.

Mais dias de festival

O festival tem nova data porque entre os dias 7 e 12 de abril, a situação de pandemia havia se agravado em Mato Grosso. Para preservar a equipe técnica que viabilizaria a produção, optou-se por suspendê-lo.

“Mas agora, ele espichou”, diverte-se Luiz Borges. “Ganhamos mais seis dias de festival a contar com a noite de encerramento e entrega de troféus, quando serão conhecidos os filmes vencedores das mostras competitivas”.

Realizadores concorrem nas categorias Melhor Curta-Metragem Brasileiro e Melhor Longa-Metragem, pelo Júri Popular e Oficial.

O artista Caio Mattoso será apresentador das cerimônias de abertura e encerramento do evento selecionado em edital da lei Aldir Blanc, realizado pelo Governo de Mato Grosso via Secretaria de Cultura, Esportes e Lazer (Secel-MT) e em parceria com o Governo Federal via Secretaria de Cultura do Ministério do Turismo.

Walney Rosa

Idealizador e Fundador em 21 de janeiro de 2011 da Academia Lítero-Cultural Pantaneira, que compõe escritores, poetas, músicos e defensores da cultura pantaneira (com sede em Poconé) Antes disso em...

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