Com exatos 1.029 visualizações no fechamento dessa reportagem do site MT-Total, o curta metragem mato-grossense atinge um público de praticamente três salas de cinema cheias, o que é uma vitória para a sétima arte em Mato Grosso.

Desde a estréia do curta na noite de quarta-feira (31.03), foram várias pessoas assistindo, inclusive casos de instalarem projetor e telão para 10 amigos assistirem e lembrarem das emoções de uma sala de cinema. Outra ocasião uma família inteira a frente de uma enorme tela de TV conectada a internet, assistindo a transmissão pelo canal youtube.

Se você não assistiu, em bom correr, pois o filme vai ficar a disposição somente até este domingo, (4).

Para assistir, clique aqui:

MENSAGEM:

HIV não é coisa de gente promíscua. HIV não é mais sinônimo de morte. É possível conviver com vírus, sem manifestar os sintomas e manter a carga viral a níveis tão baixos que passam a ser indetectáveis, ou seja, pessoas que vivem com HIV passam a não transmitirem o vírus sexualmente. Estes são alguns dos aprendizados que o espectador vai encontrar no curta metragem “Antes do Mundo Acabar”, contemplado por meio do edital emergencial MT Nascentes da Secretaria de Estado de Cultura, na categoria de Culturas LGBTQI+, por meio da Lei Aldir Blanc.

RECEPÇÃO:

Tanto a fotografia, trilha sonora e o desempenho dos atores agradaram o público nos 23 minutos do curta. “Eu assisti e amei. Parabéns! Muito legal como você trata as vulnerabilidades socioeconômicas que perpassam a existência de muitas HIV. Assim como estamos vendo na Covid-19, na vivência com HIV, estamos todos no mesmo mar, mas não no mesmo barco”, disse Luiz Gustavo Arruda, no comentário no canal do Youtube.

Quem assistiu, tem encaminhado o link para mais amigos, pois o curta levanta debates sobre o preconceito entre o próprio público LGBTQI+, a cultura drag, e claro, o desconhecimento sobre o HIV e de que é possível conviver com o vírus tendo uma vida sadia, trabalhando, tendo sonhos, contudo, é um aprendizado os que não têm HIV e precisam também buscar conhecimento sobre o tema.

Há um consenso crescente entre cientistas de que pessoas com carga viral indetectável em seu sangue não transmitem o vírus sexualmente. O tratamento do HIV por meio dos antirretrovirais ajuda na diminuição das chances de transmissão, além de evitar que a pessoa desenvolva a Aids. A diferença entre as duas doenças é quando uma pessoa convive com o vírus sem desenvolver sintomas e a Aids é o estágio avançado da infecção.

Para o idealizador do projeto Lucas Lemos a repercussão do curta tem sido uma grata surpresa. “A gente não imaginava tamanha repercussão. Nos da equipa AMA, junto da Salve Filmes e todos os artistas envolvidos estamos em festa. É em nome de todas e todos que fizeram parte disso que agradeço e convido ao público a ficar de olhos nos passos de Antes do Mundo Acabar, porque esse é só o começo da caminhada.”

ENREDO:

O filme conta a história de Pedro, um adolescente periférico, que vive com a HIV, gordo e fã de Rita Von Hunty, por isso, sonha em ter um canal no YouTube nos moldes de Tempero Drag para discutir questões sociais, gênero e LGTQI+, contudo, esbarra na limitação financeira para filmar e produzir. Ele conta com a ajuda do casal o maquiador Geovane e músico Ricardo, de classe média, para que ajudá-lo na realização do sonho.
Em meio à pandemia da Covid-19, os amigos ficam receosos a princípio, mas decidem que vão ajudar e que seria melhor Pedro ir para casa deles durante um período de 15 dias, assim, todos se cuidariam juntos, caso pegassem o vírus e não ofereceriam riscos a outras pessoas. No decorrer desse processo de criação, começa a surgir um clima de muita parceria entre os três e uma possível paixão entre o casal e o amigo, que é atravessada pelos vírus e inseguranças de todo adolescente.

Walney Rosa

Idealizador e Fundador em 21 de janeiro de 2011 da Academia Lítero-Cultural Pantaneira, que compõe escritores, poetas, músicos e defensores da cultura pantaneira (com sede em Poconé) Antes disso em...

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