“Não iremos comprometer a saúde da população realizando carnaval sem aferição técnica dos órgãos de saúde pública e orientação dos órgãos competentes. A prefeitura de Poconé tomou todas as medidas corretas para combater e controlar o Covid-19, por isso recebemos o prêmio do programa ‘Imuniza Mais MT’, em reconhecimento aos prefeitos que mais trabalham pela vida da população. Apesar de não pretender investir recursos próprios para o Carnaval, se o estado de Mato Grosso estiver em condições de saúde pública com zelo e evidências para realização de eventos, não diremos ‘Não’ aos recursos estaduais que poderão ser investidos aqui, pois se o governo não investir em nosso município investirá em qualquer outra cidade.” Declarou Tatá Amaral, prefeito da cidade de Poconé, município turístico no pantanal de Mato Grosso. (Manifesto de sexta-feira 26/11)

MATO GROSSO:

Mesmo com a queda nos números da pandemia da covid-19 em Mato Grosso, o uso das máscaras deve continuar obrigatório, como apontou recentemente o governador Mauro Mendes (DEM). Já a discussão sobre a liberação de festas no Carnaval, contudo, deverá ser tratada pelo governo estadual somente em 2022. (Manifesto de 17/11)

Porém a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer debateu no dia 09 de novembro os preparativos para o Carnaval-2022, com participação de representantes de nove blocos carnavalescos e duas escolas de samba da capital. Havendo o carnaval na capital, deverá ocorrer na Orla do Porto, mas a ideia é que o evento promova ainda vários pontos de festança, batizados de ‘esquentas’ espalhados em bairros distintos da capital para dirimir a aglomeração em um só local.

Na contra mão das prefeituras que pretendem manifestar somente no próximo mês, a Associação de Municípios Mato-grossenses (AMM), pelo seu presidente Neurilan Fraga, defendeu a suspensão da realização de eventos de fim de ano e Carnaval.

BRASIL:

Em todo o Brasil tanto o número de mortes diárias quanto de novos contágios têm se mantido em baixa ao longo dos últimos meses. Neste cenário de arrefecimento da pandemia, os governos de alguns estados já garantiram as festividades de Carnaval, no entanto com cautela e controle.

Por outro lado centenas de cidades já anunciaram o cancelamento da realização do Carnaval, em sua maioria do interior, e sem características turísticas, grande parte justificou a decisão dizendo que pretende evitar aglomerações e a maior transmissibilidade do novo coronavírus, com o receio de uma nova onda da doença, outras declararam por falta de recursos próprios.

O presidente Jair Bolsonaro declarou na quinta-feira (25/11) que não deveria ter Carnaval no próximo ano, mas destacou que a decisão não cabe a ele; “Quem decide não sou eu. Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), quem decide são os governadores e prefeitos. Então, não quero me aprofundar nessa que, poderia ser, uma nova polêmica”, afirmou Bolsonaro.

MUNDO X COVID:

O mundo observa a nova cepa do Covid-19 chamada de Omicron. A Organização Mundial da Saúde (OMS) batizou a nova variante do SARS-CoV-2 identificada no continente africano como Omicron e classificou a cepa como uma Variante de Preocupação. De acordo com a entidade, a decisão foi tomada por conta da grande quantidade de mutações apresentada pela variante, sendo que algumas delas apresentam “características preocupantes”.

REAÇÃO BRASILEIRA:

A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou na manhã desta 6ª feira (26/11) nota técnica em que recomenda medidas de restrição para viajantes e vôos da África do Sul, de Botsuana, da Suazilândia, do Lesoto, da Namíbia e do Zimbábue. As medidas têm natureza emergencial e são temporárias. No entanto o presidente havia criticado a sugestão de um apoiador que visitava o Palácio da Alvorada, em Brasília, quando afirmou que o governo poderia barrar a entrada de turistas europeus em aeroportos brasileiros devido ao avanço da covid-19 em alguns países. “Não vai vedar, rapaz, que loucura é essa? Fechou aeroporto, e o vírus não vai entrar? Já está aqui dentro, não existe isso”, disse. E completou: “Tem que aprender a conviver com o vírus”.

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