Biólogo, Chef Gatronomo, professor da Universidade de Cuiabá. Ocupante da Cadeira 07 (Sete) da Academia Lítero-Cultural Pantaneira (ACADEPAN), faleceu aos 67 anos o Imortal Élson Luiz Figueiredo

O que torna alguém IMORTAL são suas obras…

A Covid-19 colocou um ponto final na vida de milhares de brasileiros. Entre as vítimas, mais recente o senhor Élson Luiz Figueiredo, de 67 anos. Elson deixa esposa, filhos, netos, milhares de amigos e uma história de dedicação a arte, seja na gastronomia, na arte plástica, e na cultura da fé católica. Suas obras perpetuam.

Exímio mestre da cozinha regional (bem como nacional e internacional), artista plástico, mesmo sendo um defensor da cultura, da arte e da gastronomia regional, Élson Luiz Figueiredo, é a figura marcante da perpetuação da fé do povo pantaneiro tendo em vista sua presença incontestável na reorganização dos Festejos do Divino Espírito Santo em Poconé.

Élson Luiz Figueiredo; Biólogo; Gastrônomo; Docente da Faculdade de Gastronomia da Universidade de Cuiabá; Pesquisador da Gastronomia Regional; foi sócio-proprietário do Restaurante Santo de Casa.

Élson Luiz Figueiredo nasceu em Poconé e se casou com a cuiabana Aparecida Auxiliadora Ferreira Figueiredo, ele de família tradicional poconeana sempre esteve presente nas atividades culturais e religiosas do município – tanto que ocupava uma das cadeiras da Academia Lítero-Cultural Pantaneira.

A Academia organizará a “Cerimônia de entrega oficial de Toga”, aos membros da família, em ato célebre pós falecimento do Imortal.

O FUNERAL:

A família informa que não haverá velório, porém os amigos poderão aguardar o cortejo, que sairá a partir das 14 horas (até as 14h30min) da entrada da cidade de Poconé (popular castelinho), e seguirá em direção ao sepultamento. No cemitério não poderá haver tumulto ou aglomeração, por isso os amigos que seguirem em cortejo são orientados a não descerem dos seus veículos, em exigência as normativas sanitárias e de biossegurança.

HISTÓRIA DO IMORTAL E SUA FÉ:

O Saudoso Frei Joaquim Tebar Fernandes, missionário Espanhol, que por décadas foi pároco em Poconé, percebeu que as festas religiosas por ocasião de Pentecostes estavam ficando frias e com pouca participação da comunidade.

Em 1990 o pároco convidou Élson e sua esposa Aparecida para serem festeiros do Divino no ano seguinte, 1991. Élson não aceitou de primeira mão o convite, tentou argumentar com o padre…

Élson Figueiredo, por ser filho da terra, era conhecedor dos gargalos que haviam deixado os festejos da forma como estavam.

Élson Figueiredo aceitou o desafio, no entanto propôs a reativação ou nova formação da Irmandade do Divino Espírito Santo. Indicado para ser o Rei da Festa no ano seguinte (1991), ao seu lado foi indicada a Rainha Maria Carolina Silva Guimarães (esposa e Paulo Guimarães) e o Capitão do Mastro Cássio Costa Marques (esposo de Valquíria Costa Marques), juntos formavam “Os Festeiros do ano de 1991” e para a festa ser realizada foram visitados 158 familiais entre ex festeiros, devotos do Espírito Santo, formando a Irmandade e recebendo doações para a Festa.

Ainda em 1990 a Irmandade estava formada e no ano seguinte a festa foi decorada com as fotos antigas das famílias dos devotos.

Segundo Élson um das coisas importantes de sua vida foi a organização da Irmandade do Divino Espírito Santo que poderia ser divididos em três fases importantes: A primeira a fundação e organização da Irmandade; em Segundo a entrada de novos perfis de pessoas de todos os seguimentos para a Irmandade e para assumirem o papel de Festeiros, sendo viúvas, solteiros e crianças, o que antes era apenas assumido por casais; um exemplo é de Dona “Cotinha” que mesmo viúva foi Rainha da Festa em anos anteriores; o terceiro momento é o que vem acontecendo hoje; o envolvimento dos filhos, a nova geração, que começa a assumir o papel daqueles que há trinta anos atrás atenderem a solicitação de Padre Joaquim em avivar os festejos de Pentecostes em honra ao Divino Espírito Santo”, conclui Élson Figueiredo.

Pela sua riqueza cultural, pela importante atuação no contexto religioso e histórico, cultura e gastronômico, pelo exemplo de pessoa comprometida com a presente e futura geração e pela esperança que transmite em suas atividades profissionais e sociais, o mestre em gastronomia, artista plástico Élson Luiz Figueiredo imortaliza sua vida e história para posteridade.

Walney Rosa

Idealizador e Fundador em 21 de janeiro de 2011 da Academia Lítero-Cultural Pantaneira, que compõe escritores, poetas, músicos e defensores da cultura pantaneira (com sede em Poconé) Antes disso em...

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