A Argentina é campeã da Copa do Mundo pela terceira vez na história! A seleção argentina venceu a França nos pênaltis após empate por 2 a 2 neste domingo (18), no Estádio Icônico de Lusail, em Lusail (Catar), e garantiu o primeiro título mundial de Lionel Messi.

O título serve como coração da carreira do principal ídolo recente do futebol argentina, mas também como validação para uma geração que tirou a seleção de um jejum de troféus que durou 28 anos.

É o terceiro título de Copa do Mundo dos argentinos. O primeiro veio em casa, em 1978, com Mario Kempes liderando as linhas. Já o segundo veio em 1986, no México, com o maior nome do futebol do país, Diego Armando Maradona, no comando.

O jogo

A Argentina começou o jogo melhor, mantendo a bola por mais tempo e pressionando rapidamente quando perdia a posse de bola. A primeira oportunidade veio logo aos 4 minutos, quando Mac Allister bateu de fora para a defesa tranquila de Lloris.

Os argentinos chegaram de novo pouco depois. Bola cruzada pela direita passou pela área, Messi desviou e Di Maria chutou de direita por cima do gol. A França tentou entrar no jogo, mas a tentativa de passe para Mbappé parou no goleiro Dibu Martinez.

O primeiro gol veio aos 23 minutos. Di Maria entrou na área, foi derrubado por Dembele e o árbitro apontou para a marca do pênalti. Messi foi para a cobrança e bateu cruzado com força sem chances para Lloris.

Em uma das primeiras vezes que a França subiu para tentar pressionar, a Argentina aumentou o placar no contra-ataque. Messi ajeitou para Alvarez, que achou Mac Allister. O meia do Brighton serviu Di Maria e ele foi decisivo mais uma vez, tocando por cima de Lloris para aumentar o placar e completar uma linda jogada.

O domínio argentino no primeiro tempo foi tão grande que Deschamps resolveu mexer na seleção francesa antes mesmo do intervalo. Randal Kolo Muani e Marcus Thuram entraram nos lugares de Ousmane Dembele e Olivier Giroud, colocando Mbappé no centro do ataque.

Assim como na etapa inicial, a Argentina tem a primeira chegada do segundo tempo. Di Maria cruza e De Paul bate de primeira para a defesa de Lloris. E mesmo com a França precisando de gols, quem levou mais perigo no início foi a Argentina, com Alvarez e Messi, mas Lloris defendeu a tentativa do camisa 9 e o capitão argentino foi bloqueado.

A França finalizou pela primeira vez na partida já aos 25 minutos do segundo tempo, com Mbappé mandando por cima do gol de Lloris. Daí para frente, os franceses melhoraram bastante na partida e diminuíram a vantagem aos 35, quando Otamendi derrubou Kolo Muani na área e Mbappé acertou a cobrança de pênalti.

A comemoração da torcida nem tinha acabado e a França empatou. Coman desarmou Messi no meio de campo e iniciou a jogada que aos pés de Mbappé. O astro do PSG tabelou com Thuram e bateu de primeira para empatar o jogo um minuto depois do primeiro tento.

O confronto ficou mais aberto a partir do empate, com a França tendo mais a bola do que tee durante o resto do jogo, mas a melhor chance foi argentina, com Messi batendo de fora da área e parando na defesa de Lloris.

Já na prorrogação, a melhor chance da primeira etapa veio já no fim. Lautaro Martinez foi bloqueado no último momento por Upamecano e Varane tirou chute de Montiel que tinha o endereço do gol. Logo na sequência, Lautaro recebeu mais uma bola na área e foi novamente travado, mas o árbitro deu tiro de meta.

A Argentina voltou a liderar no início do segundo tempo da prorrogação. Enzo Fernandez achou Lautaro Martinez na direita e o atacante parou em defesa de Lloris, mas a sobra foi para Messi empurrar para a rede. O lance foi revisado e o VAR confirmou a posição legal de Martinez no lance.

Quando o jogo parecia decidido para a Argentina, a França teve um pênalti após Montiel bloquear chute com o braço dentro da área. Mbappé bateu novamente e fez seu terceiro no jogo, se tornando apenas o segundo da história a fazerum hat-trick em final (Geoff Hurst, da Inglaterra, em 1966).

Nos acréscimos, cada lado teve uma boa chance. A bola sobrou para Kolo Muani na frente de Martinez, mas o goleiro argentino fez uma defesaça para manter o empate. Do outro lado, Lautaro Martinez teve chance de cabeça e mandou para fora.

FICHA TÉCNICA

ARGENTINA x FRANÇA

Local: Estádio Icônico de Lusail , em Lusail (Catar)
Data/Horário: 18/12/2022, ao meio-dia (horário de Brasília)
Árbitro: Szymon Marciniak (POL)
Assistentes: Pawel Sokolnicki (POL) e Tomasz Listkiewicz (POL)
Árbitro de Vídeo: Tomasz Kwiatkowski (POL)

Cartões amarelos: Enzo Fernández, Marcos Acuña, Leandro Paredes (ARG), Adrien Rabiot, Marcus Thuram (FRA)
Cartões vermelhos: –

Gols: Lionel Messi (23’/1T, 1-0), Ángel Di Maria (36’/1T, 2-0), Kylian Mbappé (35’/2T, 2-1), Kylian Mbappé (36’/2T, 2-1), Lionel Messi (3’/2T PRO, 3-2), Kylian Mbappé (13’/2T PRO, 3-3)

Pênaltis: Messi, Dybala, Paredes e Montiel marcaram (ARG), Mbappé e Kolo Muani marcaram, Coman e Tchouaméni perderam (FRA)

ARGENTINA

Emiliano Martinez, Nahuel Molina (Gonzalo Montiel, PRO), Cristian Romero, Nicolás Otamendi, Nicolás Tagliafico (Paulo Dybala, 15’/2T PRO); Rodrigo de Paul (Leandro Paredes, 11’/1T PRO), Enzo Fernández, Alexis Mac Allister (Germán Pezzella, 10’/2T PRO), Ángel Di Maria (Marcos Acuña, 19’/2T); Julián Álvarez (Lautaro Martinez, 11’/1T PRO), Lionel Messi. Técnico: Lionel Scaloni.

FRANÇA

Hugo Lloris, Jules Koundé (Axel Disasi, 15’/2T PRO), Raphael Varane (Ibrahima Konaté, 8’/2T PRO), Dayot Upamecano, Theo Hernández (Eduardo Camavinga, 26’/2T); Aurélien Tchouameni, Adrien Rabiot (Youssout Fofana, 6’/1T PRO), Antoine Griezmann (Eduardo Camavinga, 26’/2T); Ousmane Dembélé (Randal Kolo Muani, 40’/1T), Olivier Giroud (Marcus Thuram, 40’/1T), Kylian Mbappé. Técnico: Didier Deschamps.

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Jornalista, produtor cultural e escritor. Walney de Souza Rosa (Vavá Rosa) presta assessoria e escreve para sites de Mato Grosso e de todo o Brasil. Seus artigos literários e culturais já foram publicados em jornais da Europa, Canadá e Estados Unidos. Idealizador e Fundador em 21 de janeiro de 2011 da Academia Lítero-Cultural Pantaneira, que compõe escritores, poetas, músicos e defensores da cultura pantaneira (com sede em Poconé) Entre obras já publicadas: A fé e o fuzil (A história de Doninha do Caeté); Boca da Noite (Ficção policial); Ei amigo (A história do Lambadão de Poconé).

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