O governo Lula exonerou nesta segunda-feira (23), 11 coordenadores distritais de saúde indígena do Ministério da Saúde. A decisão ocorre após o presidente da República decretar emergência no território Yanomâmi.

Entre as demissões, que constam no Diário Oficial da União (DOU), um dos exonerados exercia o cargo no leste de Roraima, estado visitado por Lula no final de semana. As demissões foram assinadas pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa.

Na ocasião, o petista criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por priorizar as motociatas e ter “abandonado” os Yanomâmi.

“É desumano o que eu vi aqui. Sinceramente, se o presidente que deixou a Presidência esses dias em vez de fazer tanta motociata tivesse vergonha e viesse aqui uma vez, quem sabe esse povo não tivesse tão abandonado como está”, disse Lula.

Por conta da falta de assistência sanitária que atinge os Yanomâmi, o Ministério da Saúde decretou estado de Emergência em Saúde de Importância Nacional (Espin) no território, para combater a desassistência.

Por meio de um Centro de Operações de Emergências, o ministério quer “planejar, organizar, coordenar e controlar as medidas a serem empregadas”.

No domingo (22), o Ministério da Saúde informou que estuda acelerar a publicação de um edital do Programa Mais Médicos para recrutar profissionais, tanto formados no Brasil quanto no exterior, para atuação em território Yanomami. A medida é uma das ações da Sala de Situação, criada para apoiar ações de enfrentamento à desassistência sanitária dos povos Yanomami. Desde a última segunda-feira (16), equipes da pasta se encontram na região.

Veja a lista dos exonerados:

Gabriel Ribeiro Santos (Minas Gerais e Espírito Santo);

Alexandre Rossettini de Andrade Costa (Interior Sul);

Adilton Gomes Assunção (Bahia);

Ruy de Almeida Monte Neto (Ceará);

Eloy Angelo dos Santos Bernal (Porto Velho);

Alberto Jose Braga Goulart (Maranhão);

Luiz Antonio de Oliveira Junior (Mato Grosso do Sul);

Audimar Rocha Santos (Mato Grosso – Cuiabá);

Marcio Sidney Sousa Cavalcante (Leste de Roraima);

Atila Rocha de Oliveira (Parintins);

Igle Monte da Silva (Alto Rio Juruá).

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Jornalista, produtor cultural e escritor. Walney de Souza Rosa (Vavá Rosa) presta assessoria e escreve para sites de Mato Grosso e de todo o Brasil. Seus artigos literários e culturais já foram publicados em jornais da Europa, Canadá e Estados Unidos. Idealizador e Fundador em 21 de janeiro de 2011 da Academia Lítero-Cultural Pantaneira, que compõe escritores, poetas, músicos e defensores da cultura pantaneira (com sede em Poconé) Entre obras já publicadas: A fé e o fuzil (A história de Doninha do Caeté); Boca da Noite (Ficção policial); Ei amigo (A história do Lambadão de Poconé).

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