A escritora e poetisa Professora Maria Cândida de Arruda Martins, continua jovem e ativa aos 81 anos. Poconeana, falante, mulher de muitas histórias, ao longo da sua trajetória construiu, perante aos munícipes de Poconé e daqueles que adotaram a cidade como sua terra natal, uma imagem de boa professora e artista literária apaixonada pela poesia.

Pela passagem do aniversário de Poconé e da ACADEPAN (Academia Lítero-Cultural Pantaneira) Candinha, como é carinhosamente chamada pelos populares e amigos, lançou mais um livro, a obra foi nominada; Como era POCONÉ ANTIGAMENTE.

Irmãos da ACADEPAN ladeando a poetisa

Na noite de quinta-feira (20/01/2022) os holofotes foram voltaram-se para o lançamento do segundo livro da professora Candinha. O evento ocorreu nas dependências do Sesc Poconé, com numero reduzido e seleto de pessoas em atenção ao Decreto Municipal que limita a quantidade de pessoas em eventos públicos bem como seguiu todos os cuidados sanitários e de biossegurança pelos cuidados contra o Covid-19.

Josenira e Candinha

Para a presidente em exercício da ACADEPAN, a produtora cultural e mestre em música Josenira Fernandes, “Candinha é dona de uma memória detalhista, de certo modo invejável, não hesita em registrar suas memórias. Assim, além de ser uma boa oradora é uma excelente produtora de textos. Com desenvoltura e carinho, pontuado de certo orgulho profissional, apresenta aos amigos a sua história registrada em versos, poesias e pensamentos. Seu acervo pessoal foi acumulado ao longo dos anos em que foi aluna e professora: são livros, cadernos, álbuns, registros das suas experiências em forma de poemas, paródias, textos muito interessantes. Tanto que resultou em dois livros de poesias. Hoje o lançamento de sua segunda obra e torcemos para que muitos venham porá aí”, declarou Josenira.

Poetisas Zita e Candinha

“No livro, escrito em versos, Candinha conta de forma bem peculiar sobre os tempos de antigamente em Poconé. Além disso, o livro apresenta muitas fotos interessantes, a maioria do acervo da família Martins, sendo algumas delas, verdadeiras relíquias. Obrigada Professora Candinha por nos presentear com mais uma obra literária”, declarou a também escritora e poetisa Zita Eliney, também membro da ACADEPAN.

AGRADECIMENTO DA FAMÍLIA:

Candinha e o filho mais novo Carlos Ennezin

Em nome da família, o filho mais novo Carlos Ennezin, falou sobre a mãe poetisa: “Nossa mãe venceu ,rompeu barreiras nesse tempo difícil que estamos passando de pandemia e foi agraciada por Deus com saúde para conseguir chegar até este dia muito importante na sua vida e também, agraciada por Deus ter colocado pessoas queridas que como anjos lhe ajudaram na produção dessa obra maravilhosa. Toda nossa gratidão ao Sesc por nos ter acolhidos no seu espaço, dando também suporte técnico de som , iluminação (comandado pelo amigo e afilhado Roney Assis) e pelos constantes incentivos e manifestações de carinho e estima dado a ela. Aos que somaram conosco doando recursos financeiros para que conseguíssemos finalizar as impressões. Gratidão aos casais maravilhosos e abençoados Isa e João Ribeiro ,Gerlis e Adão Rodui e também ao amigo José Lúcio do Amaral. Não podia esquecer o valioso e o importante apoio com o ótimo acompanhamento ao longo de toda a montagem desta obra, dado pela nossa querida poetisa e professora Zita Eliney da Conceição. Aos amigos: escritor Walney Rosa e  Produtora Musical Josenira Fernandes (ambos pertencentes a ACADEPAN) pelo apoio no cerimonial da noite. Acima de tudo, somos gratos a Deus por tudo, pela saúde, pelos dons e sabedoria a ela concedidos. Que Deus continue abençoando, protegendo e iluminando a sua caminhada de vida, minha amada mãezinha poetisa. Viva a poetisa Kandinha! Viva a memória cultural Poconeana!”, manifestou em nome da família.

CANDINHA:

Maria Cândida de Arruda Martins foi reconhecida como Imortal tornando-se membro da Academia Lítero-Cultural Pantaneira ocupante da cadeira 19.

Nasceu em 12 de outubro, de 1940, em Poconé-MT. Sua história acadêmica e profissional docente está intimamente ligada ao Grupo Escolar Caetano de Albuquerque e tantas pessoas que foram seus alunos.

Em 1948, a pequena Maria Cândida, de tão pequena suas pernas não alcançavam o chão quando se sentava nas carteiras e sua professora a colocava no colo para tomar as lições, iniciou o seu processo de alfabetização no grupo escolar Caetano.

Em 1954, já na sua meninice, finaliza os seus estudos nessa instituição, o 4º ano. A partir de então, muda-se para a capital mato-grossense, Cuiabá, ingressando-se no Colégio Coração de Jesus, onde concluiu o ginásio.

De estudante à professora no Grupo Escolar. Concluído o ginasial, a jovem Maria Cândida retorna para Poconé e, logo em seguida, no ano de 1959, é nomeada professora do Grupo, como professora interina.

Em 1961, conclui o Normal, na sua cidade. Em 1971, a professora se efetiva na rede estadual de ensino por meio de concurso público.

A professora, depois do magistério, conclui os cursos de Letras, em 1977, pela UNEMAT (Universidade Estadual de Mato Grosso) e, em 1986, o curso de Pedagogia, em Jales, no Estado de São Paulo.

Atualmente ainda faz parte do grupo da terceira idade, a festiva e popular Candinha é aposentada da rede estadual de ensino. Depois de trabalhar na Secretaria Municipal de Educação, em um segundo concurso público, também se aposentou.

SERVIÇO:

Os exemplares dos livros podem ser adquiridos, bem como reservas para bate papo com a autora pelo telefone (65) 9.8402-5336

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