A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), em parceria com a Secretaria de Agricultura de Alto Boa Vista, desenvolveu este anos uma serie de cursos com agricultoras utilizando a cabaça como matéria prima. O objetivo foi agregar uma fonte de renda e de integração entre as mulheres do campo da região.

A técnica ensinada com o fruto da árvore coité produz peças pintadas à mão em formato de galinha com características únicas, já que cada cabaça é específica, algumas mais arredondadas, outras mais ovais e alongadas.

De setembro a novembro, participaram do curso 39 agricultoras, uma parte delas da cidade de São Felix do Araguaia por estarem na divisa.

Exemplo da produtora Raquelma Reis Luz, 31 anos, que vive no Projeto de Assentamento Casulo Vida Nova, Boa Esperança, em Alto Boa Vista e fez o curso na semana passada (Última quinzena de novembro). Ela disse que pretende plantar cabaça em sua propriedade e ter no futuro mais uma renda extra. “Já plantei a semente da cabaça que fiz o meu artesanato. Estou muito feliz pela oportunidade de participar do curso que esperava ansiosamente. Hoje planto para alimentar dois filhos de 06 e 13 anos. O curso me mostrou outras experiências de vida”.

Quem também está contente é a agricultora Elivabeth Francisca do Nascimento, 35 anos. Disse que foi o segundo curso realizado sob assistência técnica da Empaer e que se surpreendeu como domina bem na pintura. “Tudo é técnica e vi que tenho uma mão boa por nunca ter realizado um trabalho com pintura e fiquei surpresa com o resultado. Agora quero aperfeiçoar fazendo novas peças e presentear amigos e familiares e, quem sabe no futuro virar uma fonte de renda”, destaca ela.

Para o mês de dezembro serão mais três turmas no curso, duas em Alto Boa Vista e uma em São Felix do Araguaia.

A extensionista social da Empaer, Daniele Renata Alves Figueiredo, explica que o artesanato de galinha em cabaça é o mais procurado pelas agricultoras da região. Ela destaca que as secretarias de Agricultura ajudam na doação do material como a massa do biscuit, a tinta e os pinceis.

“Na região tem um produtor de cabaça que, em algumas ocasiões, realiza doações e, em outras, vende por um preço simbólico que faz toda a diferença, por ser a matéria prima”.

Daniele conta que se aperfeiçoou para realizar o curso depois que notou, durante as assistenciais técnicas, que as agricultoras buscavam opções para interagir entre elas e que seria uma boa opção agregar ao serviço pesado da lavoura, o artesanato. “Com o resultado dos cursos já promovemos eventos em feiras que expusemos os artesanatos, além dos alimentos como doces, derivados do leite e os hortifrutigranjeiro. Tudo que possamos agregar a agricultura familiar é bem-vindo”.

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