O período pandêmico pôs em xeque os hábitos de consumo da população. Mediante os protocolos de segurança para combater a disseminação da doença, a procura por tecnologias que reduzissem o contato físico cresceram em demasia, principalmente as biométricas. Em um levantamento feito pela Dentsu, foi apontado que 90% dos brasileiros aprovam o uso de tecnologias biométricas como forma de aumentar a segurança de seus pagamentos.

Dentre as tecnologias biométricas, o reconhecimento facial foi a que trouxe segurança em tempos de distanciamento social, pois a verificação biométrica é feita apenas com a identificação da face, sem necessidade de contato físico. A tecnologia ganhou espaço e já é usada largamente em países como China, Reino Unido e Rússia, no pagamento de compras e também no ingresso em metrôs. Em 2021, foi a vez do Brasil ampliar o uso da tecnologia. 

Desde o ano passado, supermercados brasileiros vêm aderindo à tecnologia, tendo em vista os benefícios proporcionados como a efetuação da compra mesmo que o consumidor não esteja portando nenhum outro meio de pagamento, culminando na agilidade das compras e a diminuição de filas. 

Além disso, os consumidores se mostram prontos e curiosos em relação à biometria facial. Em pesquisa realizada pela Mastercard, foi revelado que 6 em cada 10 consumidores dizem estar entusiasmados com o potencial dos métodos de verificação biométrica. A tendência é que o uso do reconhecimento facial cresça em larga escala a cada ano que passa. 

Por ser uma tecnologia segura e sem necessidade de contato, adaptando-se às mudanças trazidas pelo período pandêmico, promete movimentar $9,6 bilhões em 2022, segundo levantamento da Allied Market Research e esse número pode aumentar consideravelmente nos próximos anos. A Juniper Research revelou que até 2024, a autenticação biométrica será usada para garantir $2,5 trilhões em transações de pagamento móvel. O autor da pesquisa, James Moar, ainda prevê que mais de 60% dos pagamentos com verificação biométrica serão feitos remotamente até 2024.

Para não ficar para trás, algumas empresas já estão buscando esse serviço. Rodrigo Santos, Product Owner do BioPass ID, plataforma de biometria e IA baseada em nuvem da empresa Vsoft, afirma que “antes mesmo da pandemia já havia um interesse crescente pelas tecnologias biométricas em diversos nichos do mercado e com sua chegada, pode-se ver que a necessidade era real. Agora, mesmo perto do seu fim, alguns cuidados vão permanecer. As empresas perceberam que a biometria vem se popularizando cada vez mais no cotidiano das pessoas, desmistificando o que antes era visto como complexo”.

Assim, empresas que estão se modernizando enxergam a possibilidade de diminuir seus custos e otimizar seus serviços adaptando-se às tecnologias biométricas. No entanto, por tratar de dados sensíveis e ainda estar em processo de familiaridade com o público brasileiro, cabe às empresas garantir não apenas a qualidade do serviço, mas também a privacidade e segurança de seus clientes.