Acostumado a dominar o mercado das redes sociais praticamente sem concorrência nos últimos anos – inclusive adquirindo rapidamente as plataformas que despontavam com força na web – o conglomerado Meta (ex-Facebook) tem, recentemente, se deparado com a rápida ascensão do Tiktok, que, em agosto de 2021, tornou-se o aplicativo mais baixado do mundo. Atentos a este fenômeno, profissionais de marketing digital já incluem o uso da rede social em suas campanhas publicitárias, em um movimento corroborado por um estudo recente da empresa de pesquisa de mercado Kantar, que classificou o TikTok como o canal considerado favorito por consumidores para anúncios, à frente de Amazon, Instagram, Google e Twitter.

A força da rede social chinesa, conhecida por ser uma plataforma que abriga vídeos curtos e que tem grande penetração em usuários mais jovens, da faixa etária entre 16 e 24 anos, pode ser mensurada, também, por um estudo realizado em 2021 pelo site de pesquisa de aplicativos de celular AppAnie. No levantamento, constatou-se que o TikTok já é mais utilizado por usuários estadunidenses e britânicos de Android do que o YouTube para o consumo de vídeos. 

Em números absolutos, o aplicativo já soma mais de 3 bilhões de downloads, com 1 bilhão de usuários ativos mensais. Sendo este público potenciais consumidores, é natural que empresas tenham investido cada vez mais nesta ferramenta: de acordo com uma pesquisa desenvolvida pela agência digital Linqia, a plataforma de vídeos curtos da empresa ByteDance já é o segundo canal mais popular para realização de campanhas de marketing envolvendo influenciadores, atrás apenas do Instagram. 

O estudo, feito entre os meses de fevereiro e março de 2021, apontou que 68% dos gestores de empresas de marketing planejavam usar o TikTok para ações naquele ano – a pesquisa anterior, realizada no início de 2020, indicava que apenas 16% dos entrevistados pretendiam utilizar a plataforma para suas campanhas envolvendo influenciadores.

Menos filtro e menos conteúdo encenado

“O Tiktok traz uma camada de maior personalidade, carisma e identidade, em que as pessoas são elas mesmas, com menos filtros, menos ‘poses’ e menos conteúdo encenado”, afirma Daniela Passos, fundadora e criadora de conteúdo de Viagem, Trabalho Remoto e Tecnologia da empresa de Marketing de Influência Contentsu. 

As marcas, neste sentido, prossegue a executiva, “também precisam se humanizar para atuar no TikTok” e, para isso, necessitam de personalidades que sejam “o ‘rosto’ da marca” e que se conectem bem com o público – um trabalho “que é muito bem feito por criadores de sucesso no Tik Tok”.

Em um estudo interno realizado pela empresa chinesa, apurou-se que 75% dos usuários da rede social a acessam para se entreter e 78% dizem se sentir “mais positivos” depois de assistir conteúdos do TikTok. Além disso, 56% se sentem “mais receptivos” a uma marca depois de ver seu anúncio nesta plataforma. Para Adriano Accardo, diretor global de business solutions para o Sul da Europa, isso se deve ao funcionamento do algoritmo da plataforma, que tem um sistema de recomendação de conteúdo “altamente personalisado”.

Indo ao encontro da afirmação do executivo do TikTik, Passos ressalta que a rede social “recompensa a qualidade e a criatividade, o que traz a força de criadores de conteúdo pelo marketing de influência”. E isto pode ser referendado por um estudo da empresa de pesquisa de mercado Opinion Box, indicando que 39% das pessoas já compraram um produto ou contrataram algum serviço indicado por alguém no TikTok. 

A criadora de conteúdo da Contentsu avalia que empresas de marketing digital devem estar atentas ao melhor entendimento sobre como aproveitar da melhor maneira “o algoritmo do TikTok e seu gráfico de conteúdo” para o desenvolvimento de conceitos personalizados para a plataforma. “Pelas ‘trends’ do Tiktok, somadas à conteúdos educacionais, pode-se trazer conexão e autoridade às marcas”, diz. 

Para saber mais, basta acessar o site: https://www.contentsu.run/