Taxa de obesidade no Brasil é crescente nos últimos anos

Em outubro, consolida-se o Dia de Prevenção à obesidade, um mal que tem acometido mais de 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). A obesidade tem sido foco de preocupação para diversas áreas da saúde nos últimos anos, devido aos números preocupantes do Mapa da Obesidade, construÍdo pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e SÍndrome Metabólica (Abeso), que aponta um aumento de 72% dos casos nos últimos 13 anos.

Um adicional importante aconteceu entre os anos de 2019 e 2021, momento em que a pandemia teve sua fase mais grave e muitas pessoas tiveram alteração de hábitos e rotina. Esse percentual abrac¸a não apenas casos de obesidade, mas de sobrepeso, com base no cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal). Conforme estudo realizado pelo Ministério da Saúde em abril de 2022 (Pesquisa VIGITEL 2021), o Índice de obesidade em 2021 ficou em 22,35% no Brasil, comparado a 20,27% do levantamento de 2019.

A obesidade possui muitos fatores relacionados aos hábitos de vida do paciente, porém também pode ser alavancada por alterac¸o~es hormonais; muitas vezes, cria-se um ciclo vicioso, em que o paciente se vê sem perspectiva de melhora em sua saúde, associando tudo aos próprios hábitos e escolhas, quando o que pode estar em jogo é um desequilÍbrio mais profundo que não está sendo tratado. Em contrapartida, a redução de peso e melhora da qualidade de vida também está associada à tão buscada melhora no funcionamento de glândulas como a tireoide, e na regulação de hormônios como testosterona, estrogênio e cortisol.

A importância da tireoide e o papel do Cortisol

Segundo o Dr. Aloísio, Diretor Técnico da Clínica Belief Human Co e endocrinologista membro da instituição global Endocrine Society, a tireooide é uma glândula reguladora, responsável pelo metabolismo e gasto de energia do corpo. “Alterac¸o~es na tireoide são comuns, e em alguns casos são fatores de risco para o sobrepeso e a obesidade, a exemplo do hipotireoidismo, que sugere uma queda na produção hormonal e pode contribuir para o ganho de peso”, explica. Já o cortisol, um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais, está diretamente associado ao humor e ao bem estar, uma vez que seus niveis variam durante o dia devido às atividades do paciente. “O ideal é um equilíbrio nos níveis desse hormônio, uma vez que o baixo cortisol pode levar a quadros de exaustão, cansac¸o e até depressão, enquanto o cortisol alto é o que direciona aos quadros de obesidade e sobrepeso, pois reduz a massa muscular e favorece o armazenamento de gordura, com aumento do apetite,” complementa ele.

Obesidade também pode estar associada aos hormônios sexuais

Falando em saúde sexual e na associação dos estrogênios, androgênios e testosterona com a obesidade, entendemos que estes são hormônios responsáveis pela distribuição de gordura pelo corpo e no funcionamento da fertilidade e libido, como citado em recente pesquisa realizada pela School of Medicine (UCSF), e divulgada pela Endocrine Society.

“Todos esses hormônios estão relacionados ao hipotálamo e sua interação com a hipófise,” explica o Dr. Aloísio. “O estÍmulo à hipófise é fundamental para que outras glândulas como os testÍculos e ovários trabalhem bem, mantendo bons nÍveis de hormônios sexuais,” completa o endocrinologista. A conclusão disso é que homens e mulheres com quadros de obesidade enfrentam maiores chances de infertilidade. “Homens obesos apresentam nÍveis reduzidos de testosterona e o Hormônio Luteinizante (LH), o que acarreta em um número menor de espermatozoides. No lado feminino, a Síndrome do Ovário Policístico (SoP) é um quadro presente na vida de muitas mulheres obesas e está diretamente ligado ao funcionamento do hipotálamo,” conclui.

O acompanhamento médico se mostra imprescindÍvel, em qualquer um dos casos de sobrepeso. Os diagnósticos podem envolver a mudanc¸a de rotina e hábitos, além de tratamento psicológico, para que o paciente se motive a fazer exercÍcios e passe a comer melhor; assim como podem estar ligados à possibilidade dos problemas hormonais estarem gerando o ganho de peso. Por isso, realizar os exames corretos e seguir uma linha de tratamento assertivo é a indicação principal de endócrinos especialistas em quadros de obesidade, como o Dr. Aloísio propo~e. “Pode ser frustrante a caminhada na perda de peso, e por isso o acompanhamento de um endocrinologista é tão necessário. Para que não se perca tempo, nem motivação tratando a obesidade de maneira errônea,” conclui ele.

A perda de peso é uma das alternativas mais sugeridas para reversão de quadros severos de obesidade. Porém, é preciso observar que o cuidado ao paciente precisa ser integrado. “O indivíduo precisa de cuidados em todas as áreas para reverter a obesidade,” explica Dr. Aloísio. “O equilíbrio hormonal é reflexo de uma vida saudável em todos os níveis: físico, emocional e mental.”

Taxa de obesidade no Brasil é crescente nos últimos anos

Em outubro, consolida-se o Dia de Prevenção à obesidade, um mal que tem acometido mais de 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). A obesidade tem sido foco de preocupação para diversas áreas da saúde nos últimos anos, devido aos números preocupantes do Mapa da Obesidade, construído pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), que aponta um aumento de 72% dos casos nos últimos 13 anos.

Um adicional importante aconteceu entre os anos de 2019 e 2021, momento em que a pandemia teve sua fase mais grave e muitas pessoas tiveram alteração de hábitos e rotina. Esse percentual abraça não apenas casos de obesidade, mas de sobrepeso, com base no cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal). Conforme estudo realizado pelo Ministério da Saúde em abril de 2022 (Pesquisa VIGITEL 2021), o índice de obesidade em 2021 ficou em 22,35% no Brasil, comparado a 20,27% do levantamento de 2019.

A obesidade possui muitos fatores relacionados aos hábitos de vida do paciente, porém também pode ser alavancada por alterações hormonais; muitas vezes, cria-se um ciclo vicioso, em que o paciente se vê sem perspectiva de melhora em sua saúde, associando tudo aos próprios hábitos e escolhas, quando o que pode estar em jogo é um desequilíbrio mais profundo que não está sendo tratado. Em contrapartida, a redução de peso e melhora da qualidade de vida também está associada à tão buscada melhora no funcionamento de glândulas como a tireoide, e na regulação de hormônios como testosterona, estrogênio e cortisol.

A importância da tireoide e o papel do Cortisol

Segundo o Dr. Aloísio, Diretor Técnico da Clínica Belief Human Co e endocrinologista membro da instituição global Endocrine Society, a tireooide é uma glândula reguladora, responsável pelo metabolismo e gasto de energia do corpo. “Alterações na tireoide são comuns, e em alguns casos são fatores de risco para o sobrepeso e a obesidade, a exemplo do hipotireoidismo, que sugere uma queda na produção hormonal e pode contribuir para o ganho de peso”, explica. Já o cortisol, um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais, está diretamente associado ao humor e ao bem estar, uma vez que seus níveis variam durante o dia devido às atividades do paciente. “O ideal é um equilíbrio nos níveis desse hormônio, uma vez que o baixo cortisol pode levar a quadros de exaustão, cansaço e até depressão, enquanto o cortisol alto é o que direciona aos quadros de obesidade e sobrepeso, pois reduz a massa muscular e favorece o armazenamento de gordura, com aumento do apetite,” complementa ele.

Obesidade também pode estar associada aos hormônios sexuais

Falando em saúde sexual e na associação dos estrogênios, androgênios e testosterona com a obesidade, entendemos que estes são hormônios responsáveis pela distribuição de gordura pelo corpo e no funcionamento da fertilidade e libido, como citado em recente pesquisa realizada pela School of Medicine (UCSF), e divulgada pela Endocrine Society.

“Todos esses hormônios estão relacionados ao hipotálamo e sua interação com a hipófise,” explica o Dr. Aloísio. “O estímulo à hipófise é fundamental para que outras glândulas como os testículos e ovários trabalhem bem, mantendo bons níveis de hormônios sexuais,” completa o endocrinologista. A conclusão disso é que homens e mulheres com quadros de obesidade enfrentam maiores chances de infertilidade. “Homens obesos apresentam níveis reduzidos de testosterona e o Hormônio Luteinizante (LH), o que acarreta em um número menor de espermatozoides. No lado feminino, a Síndrome do Ovário Policístico (SoP) é um quadro presente na vida de muitas mulheres obesas e está diretamente ligado ao funcionamento do hipotálamo,” conclui.

O acompanhamento médico se mostra imprescindível, em qualquer um dos casos de sobrepeso. Os diagnósticos podem envolver a mudança de rotina e hábitos, além de tratamento psicológico, para que o paciente se motive a fazer exercícios e passe a comer melhor; assim como podem estar ligados à possibilidade dos problemas hormonais estarem gerando o ganho de peso. Por isso, realizar os exames corretos e seguir uma linha de tratamento assertivo é a indicação principal de endócrinos especialistas em quadros de obesidade, como o Dr. Aloísio propõe. “Pode ser frustrante a caminhada na perda de peso, e por isso o acompanhamento de um endocrinologista é tão necessário. Para que não se perca tempo, nem motivação tratando a obesidade de maneira errônea,” conclui ele.

A perda de peso é uma das alternativas mais sugeridas para reversão de quadros severos de obesidade. Porém, é preciso observar que o cuidado ao paciente precisa ser integrado. “O indivíduo precisa de cuidados em todas as áreas para reverter a obesidade,” explica Dr. Aloísio. “O equilíbrio hormonal é reflexo de uma vida saudável em todos os níveis: físico, emocional e mental.”