As fintechs seguem em franca expansão no mercado mundial de operações financeiras. É o que atesta pesquisa da consultoria BCG (Boston Consulting Group), ao apontar uma elevação de 155% em investimentos efetuados pelas startups financeiras no terceiro trimestre de 2021 em todo o mundo, na comparação com o mesmo período no ano anterior. O volume movimentado pelas empresas digitais chegou a 34 bilhões de dólares.

No Brasil, há indicadores que também sinalizam para um crescimento do setor. O relatório Radar FintechLab, hub voltado para conexão e fomento dessas plataformas, identificou que, entre junho de 2019 e agosto de 2020, o número de startups financeiras saltou de 604 para 771 no país.

Um crescimento de quase 28%, sendo boa parte dele impulsionado por novas empresas, como observa o cofundador do FintechLab, Fábio Gonsalez. Das 771 empresas presentes no levantamento, 270 foram de nomes novos. “Isso comprova mais uma vez que o ecossistema continua encontrando oportunidades para melhorar serviços e criar soluções novas muito fortemente influenciadas pelos avanços regulatórios, como o Open Banking e o Pix, por exemplo”, avaliou Gonsalez.

O diretor-sócio da fintech Orendapay, Kennedy Diógenes, concorda. Na visão dele, os dados da BCG e da FintechLab demonstram que as startups financeiras são um modelo de negócio dos mais atrativos para os clientes. 

“Há um cenário muito favorável ao crescimento das fintechs no Brasil. O quadro da Covid-19, ao mesmo tempo em que gerou uma crise generalizada na economia de todo o mundo, acabou por beneficiar a prestação de serviços digitais. O isolamento social aplicado durante mais de um ano acabou por acelerar uma forte migração na demanda de serviços tradicionais para os eletrônicos. As fintechs também surfaram nessa tendência para expandir sua atuação e conquistar fatias expressivas do mercado de iniciativas financeiras”, analisa o diretor da Orendapay, que é sediada em Natal (RN).