Durante o período da pandemia de Covid-19 no Brasil, o setor de farmácias cresceu, tendo o primeiro trimestre do ano de 2022 sendo fechado com um lucro 14% maior que do ano anterior. Dentre o crescimento do mercado, há que se levar em consideração o nicho das farmácias de manipulação, que chegou à marca de 350 mil empregos gerados direta e indiretamente em todo o território nacional.

O setor de farmácias de manipulação aumentou, pois com a descontinuação ou falta de alguns medicamentos nas farmácias e drogarias, públicas e particulares, os pacientes tiveram que recorrer a laboratórios menores a fim de sanar comorbidades causadas pelo novo coronavírus. Isso fez com que o departamento aquecesse no que diz respeito a logística, mão de obra e consumo de matérias primas. Muitos consumidores acreditam que a qualidade dos medicamentos é um dos chamarizes para o consumo nesse mercado, o que demanda certo cuidado e especialização dos desenvolvedores.

Segundo uma publicação da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (ANFARMAG), um dos maiores desafios para o setor é o processo de manipulação e qualidade do produto. Há que se deter nos métodos de controle de qualidade, previsão de riscos e acompanhamento de cada etapa de produção. Peterson Leandro, especialista de Implantação do Grupo Roval Farmácia de Manipulação, aponta que existem passos para que estabelecimentos na área de manipulação de medicamentos exerçam suas funções de forma segura para com o cliente e para a própria subsistência.

Segundo Peterson, “por se tratar de um negócio de alto risco, a farmácia de manipulação precisa passar por diversos processos de licenciamento e autorização das autoridades públicas”. Ele afirma que um erro frequente “é tentar contornar essa situação, o que acaba acarretando em um tempo maior de implantação que, naturalmente, já é longo”. O especialista aponta ainda uma lista de tarefas pertinentes para quem deseja abrir seu negócio no ramo:

  • Abertura da empresa (CNPJ);
  • Aprovação do projeto diante da vigilância sanitária local;
  •  Obra civil de adequação do ponto comercial;
  • Licenciamentos municipais e estaduais (Alvará da Prefeitura, licença ambiental,  bombeiros, etc.);
  • Treinamento e capacitação da equipe;
  • Fiscalização da vigilância local para liberação do alvará de funcionamento;
  • Licenciamentos da Anvisa (Vigilância sanitária federal);
  • Compra de insumos.

Na esteira das observações do especialista do Grupo Roval, a Anfarmag indica que o treinamento das equipes deve ser constante, levando em consideração as novidades desenvolvidas na área, e valorização dos funcionários. Também é pertinente que haja ética e cuidado acima dos lucros. Para Peterson, o sucesso da empresa está diretamente relacionado à maneira com a qual os profissionais lidam com a saúde dos consumidores. 

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