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No final de 2021, a Prefeitura de Belo Horizonte incluiu o isopor na lista de resíduos que podem ser disponibilizados para a coleta seletiva na cidade. A iniciativa aumentou o leque de produtos descartados que podem ter uma destinação mais “nobre”, uma vez que deixam de ir para o aterro sanitário, em benefício do meio ambiente. Há, também, um ganho social, pois incentiva a geração de renda para as cooperativas de catadores.

De acordo com o Conselho Administrativo da Cooperativa dos Trabalhadores com Materiais Recicláveis da Pampulha (Coomarp), a inclusão do isopor na coleta seletiva só foi possível de ser viabilizada porque houve o surgimento de mercado para o produto, principalmente em relação ao isopor branco, que é reutilizado para fabricação de placas, embalagens, mantas térmicas, entre outros. Além das cooperativas, há empresas que fazem a recolha de sobras de isopor, evitando desperdício e acúmulo de resíduos. Com várias utilizações industriais, o isopor, também conhecido como Polietileno Expandido (EPS, sigla do nome em inglês), é matéria-prima para confecção de vários produtos.

Um exemplo são placas de isolamento térmico, muito utilizadas em galpões, prédios e outras edificações. O EPS é utilizado para a produção de mantas que minimizam as trocas de calor com o ambiente e, para evitar desperdício e colocar em prática uma ação ecologicamente correta, algumas empresas não descartam as sobras. Em vez disso, criam parceria com outras companhias para reaproveitar o material. 

“Essa é uma forma de preservar o meio ambiente, evitando descarte desnecessário e colaborando para que as sobras de EPS sejam recicladas e transformadas em marmitas, almofadas e outros produtos”, afirma Ricardo Valentini, CEO da 3TC Isolamento, especializada em climatização. “O consumo consciente é uma necessidade. A captação do EPS para reciclagem e reutilização em diversos segmentos da economia possibilita que todo o material não utilizado volte ao mercado consumidor de maneira limpa, já que o isopor é um material 100% reciclável e sua reutilização não gera impacto ao meio ambiente”, explica Tiago Dayrell Matragrano, diretor comercial do Grupo Isoporlândia.

As pessoas físicas também podem contribuir com a prática da reciclagem, já que Belo Horizonte conta com duas modalidades de coleta seletiva: ponto a ponto e porta a porta. Na coleta seletiva porta a porta, os materiais recicláveis (papel, metal, plástico, vidro e isopor) devem ser separados pelos moradores e colocados na calçada para serem coletados. É realizada uma vez por semana. Os materiais devem ser acondicionados em sacos plásticos, de preferência transparentes, e dispostos no passeio, em frente ao local da coleta, entre 7h e 8h. Já na coleta seletiva ponto a ponto, a população separa os recicláveis em sua residência ou no local de trabalho e os deposita em contêineres instalados pela prefeitura da cidade.

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