A fim de abordar o protagonismo no processo educacional, a compreensão intercultural e ainda estimular dezenas de estudantes brasileiros ao envolvimento com as diferenças, a Griggs International Academy (GIA-BR), responsável pelo currículo de High School em diversas escolas no Brasil, firmou uma parceria com a Adelphi University, dos Estados Unidos. A união resultou em um projeto chamado Virtual Exchange – ou intercâmbio virtual. O projeto acontece como atividade do chamado Community Service da GIA-BR, cujo objetivo é desenvolver ações em prol de uma comunidade, sempre visando o benefício do próximo.

Tudo aconteceu da seguinte maneira: os alunos brasileiros trabalharam virtualmente com estudantes da graduação da Adelphi University para adquirir conhecimentos da área de tecnologia. Após receberem um certificado emitido por ambas as instituições envolvidas, os alunos partiram para a segunda etapa: o Community Service. Agora, eles podem aplicar todo o conhecimento adquirido em trabalhos que possam favorecer estudantes matriculados em escolas públicas brasileiras. A meta do Virtual Exchange no Community Service é levar conhecimento a todos, unindo aprendizados interculturais.

Segundo Karem Ragnev, diretora acadêmica da GIA – Brasil e América Latina, o Virtual Exchange pode ser um gancho para novos projetos em favor do ensino brasileiro. “Os projetos interculturais, em suas diversas vertentes e autorias, têm o poder de preparar, aprofundar e estender trocas valiosas entre estudantes de vários países, o que beneficia o aprendizado”.

Karem defende a importância de estudantes brasileiros estarem em contato com diferentes comunidades mundo afora, alimentando uma nova demanda por trocas intelectuais. E complementa: “os resultados de investir na interculturalidade por meio do Virtual Exchange incluem habilidades sociais, como o desenvolvimento da consciência intercultural, a alfabetização digital e o trabalho em grupo”.

Aprendizado intercultural

A diretora se refere ao fato de que, no projeto em questão, os estudantes envolvidos são destinatários e impulsionadores do conhecimento. Ou seja, acontecem duas trocas: primeiramente, quando os brasileiros estão em contato com os americanos, e também quando levam o que aprenderam a outros alunos no mesmo país. “Aprender por meio do diálogo significa uma compreensão mútua entre estudantes de diferentes culturas e línguas. Isso cria conhecimento com base em experiências, o que ainda prepara os estudantes para cenários cada vez mais globalizados, seja na própria vida acadêmica, pessoal ou profissional”, ressalta Karem.

A ideia agora é estender o programa para incentivar outras instituições a investirem em projetos que envolvam diferentes culturas e estudantes empenhados em multiplicar conhecimento. Karem Ragnev completa que pretende divulgar a possibilidade dos projetos interculturais serem feitos à distância. Afinal, não há barreiras para o aprendizado mútuo. “Queremos que seja uma inspiração para diversos educadores ao redor do mundo, a fim de levar o aprendizado intercultural a todos”, finaliza.