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Brincar é coisa séria e é um hábito especialmente importante para crianças e adolescentes em processo de desenvolvimento. Este é um consenso cada vez mais comum entre estudiosos e especialistas no assunto, que têm passado a tratar jogos e outras atividades lúdicas do tipo como uma ferramenta importante para aprimorar as capacidades cognitivas destes jovens indivíduos.

Segundo o psicólogo Francisco Bárbaro Neto, especialista em psicologia Clínica e educação socioemocional para crianças e pré-adolescentes, a interação com brinquedos tem um papel importante para a evolução de aspectos motores, sociais e psicológicos de infantes: “Crianças pequenas dependem mais de estímulos concretos e físicos, com possibilidades limitadas. A partir da interação com estes objetos, elas passam a agir e a criar brincadeiras com significado, se expressando através delas com investimento de afetividade, desenvolvendo novos circuitos neuropsicológicos a cada experimentação”, explica. De acordo com o especialista, neste contexto, o ato de brincar se torna maior e mais complexo do um mero entretenimento: esta passa a ser uma forma da criança externar suas emoções, construindo uma imagem do mundo a seu modo enquanto elabora o universo dos adultos de forma segura. “Com o brinquedo, a criança revive seus medos, angústias e cria finais mais felizes, estruturando sua personalidade de forma resiliente”, afirma o psicólogo.

Os benefícios mentais que o brincar proporciona transcendem apenas o aspecto psicológico e social: a ciência corrobora que as habilidades de raciocínio complexo também são impactadas de maneira positiva. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia (EUA) e publicado na revista científica Frontiers in Human Neuroscience mostrou como crianças entre 6 e 9 anos já são capazes de resolver operações matemáticas envolvendo divisão antes mesmo de frequentar aulas de matemática e entenderem o conceito técnico do que é “dividir”. 

Outro estudo recente publicado por pesquisadores da Universidade de Vermont Universidade de Vermont, nos EUA, com mais de 2 mil crianças, analisou dados do Estudo de Desenvolvimento Cognitivo do Cérebro Adolescente (ABCD) e descobriu que aqueles que relataram jogar videogames por três horas ou mais por dia tiveram melhor desempenho em testes cognitivos de habilidade envolvendo controle de impulsos e melhora na memória de trabalho em comparação a crianças que nunca jogaram.

Barbaro Neto lembra também que os benefícios de jogos, brinquedos e brincadeiras, sejam elas físicas ou virtuais, não se restringem a crianças e adolescentes em idade de desenvolvimento, sendo benéficas também a adultos e idosos que se permitirem continuar exercitando o lúdico: “Brincar é essencial para o ser humano, não importa a idade. Os maiores estudiosos em desenvolvimento consideram que o processo de desenvolvimento cognitivo perdura por toda a vida. É comum que pessoas adultas acabem recorrendo a jogos e outras atividades lúdicas para conseguir lidar com problemas concretos do mundo e manterem-se equilibradas. O indivíduo que se permite seguir brincando passa a exercer de forma mais ampla seu potencial criativo, dando continuidade à sua aprendizagem e sustentando as diferenças entre a subjetividade de seu mundo e a vida real”, afirma.

Outra especialista que é capaz de atestar na prática os benefícios do lúdico no desenvolvimento cognitivo, a gerente comercial da Gemini Jogos Criativos, empresa focada na produção de brinquedos educativos, Beatriz Beatriz Ortega Lyng, detalha como produtos do tipo são benéficos para o público que o consome: “Jogos auxiliam as crianças a aprenderem regras pré-estabelecidas, a ganhar e perder, a esperar por sua vez, além de fortalecerem a autoestima com os avanços na dificuldade, favorecendo assim o desenvolvimento de estratégias e resolução de problemas”, conta. Ainda de acordo com ela, são comuns os relatos de clientes que encontraram em jogos aparentemente simples uma ferramenta poderosa para auxiliar no desenvolvimento das capacidades cognitivas de seus filhos, ou mesmo de si próprios: “Temos dezenas de relatos de consumidores agradecendo os avanços obtidos no comportamento e nas capacidades motoras e de raciocínio de crianças que passaram a brincar com nossos produtos. Também ouvimos o mesmo de adultos e idosos”, conta Beatriz, representante da empresa com um portfólio com mais de 150 jogos educativos/criativos.

No caso da empresa, todos os itens são pensados de forma a potencializar os efeitos cognitivos benéficos que oferecem ao seu público-alvo. Eles são elaborados a partir da colaboração de especialistas de diferentes áreas tais como professores, pedagogos, psicólogos, entre outros: “Quando fabricamos um jogo novo, antes de lançá-lo no mercado, realizamos testes com crianças, adultos e profissionais de diferentes áreas, para percebermos como ele será aceito e para fazermos possíveis alterações ou modificações que forem necessárias. Mesmo após lançado nós seguimos monitorando a reação a eles. Este feedback dos clientes é fundamental e ajuda a nortear nosso trabalho”, conclui.

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