Antigamente, o sonho número um da maioria das mulheres era ser mãe. Com o passar das décadas, este continua sendo o desejo de muitas, porém, não são raros os casos de gestação tardia ou a decisão de não ter filhos. Fato é que cada vez mais, os médicos atendem pacientes querendo entender mais as vantagens e as desvantagens da gravidez depois dos 40 anos.

A Dra. Stephani Caser, head de saúde da mulher da Vibe Saúde, aponta para alguns riscos sobre a gravidez aos 40 anos. “Ao contrário do homem, a mulher nasce com o número de óvulos predeterminados e a cada ciclo menstrual, tem sua quantidade e qualidade reduzidas.”

Em um ano, por exemplo, uma mulher com 40 anos tem entre 30 a 50% de chance de engravidar. Aos 43 anos, esta chance cai para 1%, segundo estudos do The American College of Obstetricians and Gynecologists. Mas não é apenas este o problema, pois existe também um maior risco para malformações fetais, alterações genéticas, complicações maternas e do parto.

A saúde da mulher também é um importante ponto de observação. Uma gestante com mais de 40 anos é sempre considerada de alto risco. Essas pacientes são mais propensas às doenças pré-existentes que complicam a gestação, como obesidade, hipertensão arterial, doenças da tireoide, diabetes. Em casos mais graves, a gravidez possui maiores riscos inerentes à gestação, como aborto espontâneo, síndrome de Down, diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, parto prematuro, macrossomia, anomalias placentárias, gestação múltipla, natimortalidade e crescimento intra-uterino restrito.

Estes riscos são potencializados na gestação, mas o planejamento faz toda diferença. Stephani Caser enfatiza que realizar consultas antes de engravidar com o ginecologista é essencial para todas as idades, tanto para os exames de check-up e tratamento de doenças pré-existentes, quanto para a programação desta gestação. Também é importante esclarecer as dúvidas com o seu médico.

“Adotar estilo de vida saudável com alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, redução do estresse e ansiedade são práticas de grande importância antes e durante a gestação para tentar minimizar ao máximo todos os riscos antes citados”, ressalta a Dra. Stephani Caser, ginecologista e pesquisadora na área de hormônios femininos da Vibe Saúde.

Marina Cano, psicóloga clínica com orientação psicanalítica e mestre em educação sexual da Vibe Saúde, salienta as importâncias de buscar redes de apoio. “A disposição física, que muitos apontam como uma questão, é algo muito relativo, visto que as mulheres podem ter sim condições para vivenciarem a maternidade de maneira saudável e com o benefício da maturidade. É importante que a mulher, independentemente da idade, reflita sobre os motivos que a levam a querer ser mãe e sobre o que estariam dispostas a fazer para que este desejo aconteça, caso não seja possível a gestação natural. Se não existe impedimento biológico ou infertilidade, a mulher pode engravidar espontaneamente mesmo após os 40 anos. É importante ressaltar que, embora esteja usando a palavra mulher, essa resposta também é voltada para homens transexuais que desejam engravidar e que também estão inseridos nesse caso”.

A especialista ainda reforça que não existe uma regra de idade ideal para ser mãe, cada mulher é especial e individual, tudo é muito variável como questões sociais, psicológicas, físicas e financeiras. Vale a busca por um médico para tirar todas as dúvidas sobre a gestação.

A Vibe Saúde tem um programa Saúde da Mulher que atua no cuidado holístico e preventivo em três fases diferenciadas da vida das mulheres brasileiras: fertilidade, apoio à gestação e menopausa.