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São 90 minutos, 22 pessoas em campo e muitas emoções despertadas: felicidade, euforia, tristeza, frustração, ansiedade, entre tantas outras. O futebol é uma paixão brasileira e, em tempos de Copa do Mundo, se mostra uma paixão mundial. E esse misto de sentimentos, por vezes, é tirado de letra pelos adultos e, com jovens e crianças, há uma grande oportunidade para desenvolver, estimular e aprimorar aspectos socioemocionais.

Um estudo feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e disponibilizado pelo Instituto Ayrton Senna mostra que as competências socioemocionais estão na base de desenvolvimento e bem-estar psicológico para obter um melhor desempenho acadêmico dos estudantes.  Entre os alunos que apresentam níveis mais baixos estão os jovens de 10 a 15 anos, independentemente de seu gênero e origem social.

O levantamento feito em nove países diferentes demonstra que entre as competências em queda estão o otimismo, confiança, entusiasmo e iniciativa social. Com um acontecimento global que é a Copa do Mundo e que une muitas variantes, as escolas conseguem envolver as crianças e jovens de modo criativo para ajudar no desenvolvimento das emoções.

“Falando do socioemocional, a Copa do Mundo permite que o profissional da educação relacione, por exemplo, a vitória e a derrota em uma partida, com competências como autoconhecimento, autocontrole, trabalho e convivência em equipe, entre muitas outras”, explica Amanda Oliveira, especialista do My Life Programa Socioemocional.

A seguir, a especialista detalha cada aspecto que pode ser relacionado e abordado.

Trabalho em equipe

Um jogo de futebol não é feito individualmente. São 11 jogadores em campo de cada lado e, enquanto durar a partida, eles estão em sincronia, trabalhando juntos. Ainda em campo, há também o técnico e toda comissão, com várias pessoas. “Em campo, todos estão juntos em um único propósito: ganhar o jogo e trazer o título da Copa do Mundo para seu país. Com as crianças, é possível explicar a função e importância de cada um para o sucesso do grupo, por exemplo”, explica Amanda.

Responsabilidades e disciplina

Em campo, cada um possui sua responsabilidade para que o time vença o jogo. Mas antes disso, para chegar até o campo e a ter uma vaga nestas seleções há muito foco e disciplina de cada jogador. “Essa é uma oportunidade de trazer histórias reais para dentro da sala de aula e mostrar que, com muito foco e disciplina, é possível alcançar os sonhos que eles almejam”.

Superação

O principal instrumento de trabalho de um jogador de futebol é justamente o corpo. E durante o jogo, em um lance mais duro, os jogadores estão suscetíveis e abertos a sofrer alguma falta e se machucar. Inúmeros são os casos de jogadores que sofrem lesões no joelho, tornozelo, pés, entre outros. E, dessas situações, segundo a especialista, é possível tirar algumas lições. “Depois de um longo período, os jogadores conseguem voltar a campo. Isso é um ponto de extrema importância que pode ajudar as crianças e jovens a compreenderem que, ao se deparar com um obstáculo, não é necessário desistir. É preciso enfrentar e superar as adversidades”, pontua Amanda.

Adaptabilidade e resiliência

Ligadas à superação, estão a resiliência e adaptabilidade. No período em que está, por exemplo, fora dos campos tratando alguma lesão, o atleta precisa se adaptar à realidade, ser resiliente e procurar sua recuperação. Já em campo, o time precisa superar a falta deste jogador e se adaptar para que consigam cumprir com o objetivo de ganhar a partida e o campeonato. “Estas duas habilidades são de extrema importância. Principalmente para enfrentar os desafios que elas poderão encontrar no mundo atual e fora da escola”.

Ansiedade e derrota

Em uma partida de futebol não existe apenas um time. Ali estão presentes duas nações distintas, no caso da Copa do Mundo, em busca do lugar mais alto do pódio. Isso significa que apenas um time irá ganhar. E como tudo é incerto, pode não ser o time no qual está torcendo.

“Neste sentido, a ansiedade também pode aparecer, o que torna necessário saber driblar isso e seguir em frente”, pontua Amanda.

Em uma situação de derrota, os adultos, que já vivenciaram esta experiência anteriormente, a primeira sensação e de tristeza, mas é possível superar. Já as crianças podem estar vivendo isso pela primeira vez.

 “Um momento de derrota ou perda é importante para que a criança e o jovem entendam que nem sempre é possível vencer. E, essa é uma condição que pode aparecer em vários campos da vida e,  saber lidar com esse sentimento é fundamental”, conclui Amanda.

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