De acordo com pesquisa da empresa Híbrido, especialista em desenvolvimento de lojas eletrônicas, em parceria com o portal E-Commerce Brasil, muitas empresas veem o e-commerce como um potente canal de vendas, fazendo com que a marca fique mais acessível e fiel ao consumidor. O levantamento consultou profissionais inseridos em operações no e-commerce para compreender como acontece o movimento de venda da indústria para o consumidor.

O estudo ainda mostrou que, para mais de 37,9% das indústrias que realizam D2C, a relação entre indústria e comércio é boa ou muito boa, em conjunto com 34,5% que acreditam que seja regular. O resultado reflete uma aceitação no relacionamento “indústria e canais” no quesito vendas on-line. Também foi mostrado que os efeitos no relacionamento com outros canais também são bons, sendo que apenas 10,3% enxergam como sendo negativos; e 44,8% creem que são positivos ou neutros.

Preparo dos lojistas em relação à experiência da entrega

Nesse sentido, pesquisa realizada pela AgileProcess, em conjunto com o E-Commerce Brasil, apontou informações a respeito da experiência de entrega no e-commerce. Segundo os dados, 65% dos lojistas utilizam os Correios para que suas entregas sejam feitas. Além disso, podendo assinalar mais de uma alternativa, 62% dos lojistas também fazem uso de transportadores privados para a atividade; 22% ainda realizam as entregas com frota própria; e 7%, por distribuidoras.

Em relação às alternativas de entrega, grande parte dos lojistas apontaram usar mais de uma opção de entrega. 65% dizem usar a moto como alternativa de entrega; e 57% usam carros. Já para 45% caminhões são usados, e 32% apostam em pontos de retirada. Outros números que também foram assinalados: rede de entregadores (25%); bicicleta (12%) e lockers (5%).

Sobre as reclamações, 70% dos lojistas dizem que a queixa principal sobre entregas é o atraso; 37% dizem que são as avarias dos produtos adquiridos no roteiro de entrega; 22% apontaram reclamações sobre logística reversa; e 12% relataram reclamações ligadas a endereços errados.

Consumidores desejam embalagens otimizadas e mais seguras no e-commerce

Ainda sobre e-commerce e seus produtos e segmentos, como o de berço, por exemplo, estudo realizado pela Sealed Air, do setor de fabricação de embalagens, mostrou alguns pontos de destaque sobre embalagens utilizadas em e-commerce de marcas que vendem direto ao consumidor, são eles: embalagens de tamanho certo para o produto, diminuição de excesso de material, segurança e identificação e comunicação com a marca.

Para os consumidores, de 75% a 80% do espaço da embalagem deve estar preenchido pelo produto. Além disso, itens que não são frágeis podem ser entregues em embalagens flexíveis, como envelopes de proteção. A gerente de marketing da Sealed Air para os mercados de indústria e fulfillment na América Latina fez alguns comentários sobre o assunto. “Quando não se otimiza material, seja plástico ou papel, é gerado um desconforto para os consumidores, que têm que fazer o descarte do pacote, muitas vezes, grande. E isso causa frustração como parte da experiência do cliente, principalmente quando ele realiza compras on-line com frequência.”