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Um estudo da empresa britânica de pesquisa Juniper revelou que haverá um crescimento de mais de 50% no uso global de documentos de identidade digital (Digital ID) entre 2022 e 2026 – devendo ultrapassar a marca dos 6,5 bilhões de IDs ao final do período. Atualmente, esse número é de 4,2 bilhões. A pesquisa constatou que facilidade e igualdade de acesso são fatores críticos para o uso da identidade digital em serviços governamentais. 

Em 2022, o Brasil deu mais um passo na unificação do RG digital. A partir do Decreto 10.977, de 23 de fevereiro deste ano, o governo federal anunciou a criação da carteira nacional de identidade unificada em todo o país – que usará o número do CPF (cadastro nacional de pessoa física) como identificação única, válida em todo território nacional, a partir de 6 de março de 2023. Até recentemente, era possível fazer um RG diferente em cada um dos 26 estados, além do Distrito Federal – o que facilitava a prática de diversas fraudes e crimes.

Outro estudo divulgado recentemente pela Sumsub, empresa de tecnologia sediada no Reino Unido que se dedica ao combate à lavagem de dinheiro e fraude online, revelou que o Brasil é um dos países que mais contribuem para esse tipo de fraude.  Durante a análise de mais de 50 mil tentativas de fraude em 19 setores, pesquisadores concluíram que 80% das tentativas de fraude de identidade no Brasil ocorreram ainda na etapa de verificação de identidade. Com a unificação do documento de identidade digital será possível fazer a validação eletrônica de sua autenticidade por QR Code.

Investimentos, pagamentos, comércio eletrônico, e-Sports e a indústria de criptoativos são os segmentos mais propensos a fraudes no Brasil, destaca a pesquisa. Matéria divulgada na revista Business Review revela que serão investidos mais de 20 bilhões de dólares em verificação de identidade até 2027. “Cerca de 90% das empresas financeiras e de seguros adotaram rapidamente processos de negócios digitais e integração de clientes, mas 64% delas dizem que a verificação de identidade é um processo desafiador para a integração dos clientes”.

Em todo o mundo, ainda são utilizadas carteiras de identidade, passaportes ou carteiras de motorista para comprovar a identidade de alguém. Mas, como as identidades digitais estão se tornando amplamente adaptadas, as empresas estão buscando tecnologias para verificar as identidades dos clientes remotamente – o que levanta um ponto crucial, já que é preciso garantir que se está lidando com uma parte genuína e confiável. O plano Digital Compass, da União Europeia, por exemplo, prevê que os estados membros garantam que 80% dos cidadãos usem identidades digitais até 2030.

Analistas de diversos países que integram o grupo Sumsub revelaram as 15 principais tendências para 2023 em relação à verificação de identidade:

  1. Mais do que tecnologias voltadas para KYC (know-your-client) e KYT (know-your-transaction), haverá uma verificação completa da jornada do usuário;
  2. Migração para verificação sem documentos;
  3. Soluções de verificação desenvolvidas na web 3.0 (paradigmas do passado serão rompidos graças ao excesso de informações disponíveis);
  4. Mais países adotando a identidade digital (De acordo com o Tech Monitor, os italianos têm o melhor entendimento sobre identidades digitais, perto de 80%. Mas esse número é bem menor na Espanha e no Reino Unido. Aproximadamente 57% dos espanhóis entenderam o termo, enquanto quase metade dos britânicos pesquisados ​​ainda não entendem completamente o que a identidade digital deve significar e temem por questões de privacidade.);
  5. Desenvolvimento do metaverso, onde as empresas podem trocar dados facilmente;
  6. A indústria de criptografia se tornará cada vez mais regulamentada em todo o mundo, mas é possível prever mais casos de lavagem de dinheiro em grandes volumes, já que as exchanges e provedores de criptomoedas estão sendo pressionados a proibir operações para usuários russos;
  7. Aumento no uso da identidade digital nos serviços do dia a dia (​​para garantir o anonimato dos usuários), como serviços de namoro, classificados, comentários do Youtube etc.;
  8. A biometria passiva vai evoluir, com mudança de verificação única de reconhecimento facial para o modo “sempre ligado” de identidade confirmada;
  9. Mais regulamentação estadual para serviços de criptografia e blockchain (por exemplo, adoção futura da regra de viagem);
  10. Aumento da participação de usuários de mercados emergentes;
  11. Requisitos ainda mais rigorosos para proteção de dados;
  12. Mudança para 100% de automação dos processos de verificação de identidade;
  13. Novos formulários de verificação de biometria, como verificação de voz;
  14. Hiperpersonalização dos serviços de verificação, que podem ser customizados de acordo com as necessidades e interesses das empresas;
  15. Mena (região que compreende Oriente Médio e Norte da África) deve se tornar o motor do crescimento da digitalização.

De acordo com Guilherme Terrengui, head de novos negócios da Sumsub no Brasil, existe uma tendência de aumento na demanda por digitalização entre os mercados emergentes, seguindo um movimento que já pôde ser identificado em 2022. “Isso inclui projetos relacionados aos bancos de dados civis, IDs digitais e outras soluções. Uma das regiões com maior potencial para essa tendência é a África e seus mercados emergentes. Mas a América Latina também está começando a dar passos consistentes em direção à identidade digital”.

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