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Atualmente, as empresas por todo o mundo estão em busca de profissionais com perfil dinâmico, versátil, resiliente e facilmente adaptável. E para atender essa demanda, as escolas de educação básica precisam estar preparadas para ajudar os alunos nesta jornada.

Um dos caminhos que agrega a essa preparação e fortalece os diferenciais competitivos é o ensino de uma segunda língua com a Educação Bilíngue. Segundo dados da Abebi (Associação Brasileira do Ensino Bilíngue), em cinco anos, houve uma alta de 6% para 10% no setor, o que significa que há mais escolas oferecendo este diferencial aos estudantes.

Apesar do número parecer pequeno em relação ao número total de escolas atualmente no Brasil, é suficiente para que os pais – especialmente os de crianças menores – fiquem inseguros sobre essa modalidade aplicada nas escolas.

“Existem muitos mitos envolvendo o bilinguismo. É preciso quebrar as inseguranças e barreiras para que a Educação Bilíngue possa avançar no Brasil. Afinal, saber uma segunda língua vai abrir as possibilidades para a construção de uma carreira e para descobrir o mundo como um todo”, comenta Selma Almeida, especialista do High Five Bilingual Program.

A seguir, a especialista esclarece alguns mitos sobre o assunto:

Existe idade certa para aprender?

Não há idade certa, mas quanto antes melhor, explica a especialista. “Há diversos estudos da neurociência que comprovam que, quanto mais jovem a criança, maior será seu progresso e benefícios cognitivos”. Ao nascer, a criança está em pleno desenvolvimento e preparada para receber informações e absorver o que for essencial para a formação como cidadão.

A especialista reforça os inúmeros benefícios e fortalecimento de habilidades cognitivas como criatividade, consciência metalinguística, expansão da memória e até da concentração, além da criança estar exposta a uma outra cultura e ampliar seu senso de pertencimento no mundo entendendo a pluralidade.

Alfabetização em duas línguas?

O processo de alfabetização das crianças menores não é distinto e separado quando se trata da Educação Bilíngue. Eles se complementam e reforçam o senso de assimilação e transferência da língua materna para o inglês.

“É natural que neste processo aconteçam erros. E eles precisam acontecer para que as crianças tenham consciência e consigam progredir. Por isso, nesse processo, os erros não podem ser penalizados. A segunda língua deve ser usada como um meio de aprendizado e não o fim, propriamente dito”, reforça a especialista.


E se a criança confundir as línguas?

Quando se está aprendendo, a criança não precisa da tradução das palavras. Assim sendo, se ela confundir ou trocar na hora da fala, o processo é positivo, uma vez que ela entendeu e consegue inserir isso no seu cotidiano.  A especialista reforça que não há motivo para pânico, caso isso aconteça. “É um processo natural, assim como acontece com a Língua Portuguesa. Por isso, a metodologia usada neste processo é tão importante e precisa ser inserida no cotidiano da criança em brincadeiras, leituras e ações do dia a dia”, acrescenta Selma.

 E se a criança não falar inglês ao ser perguntado?

Ao tentar acompanhar o aprendizado do filho, muitos pais criam muitas expectativas e acabam pressionando a criança fora de um contexto. Ao sentirem-se pressionadas, as crianças acabam não respondendo e não se sentindo à vontade para falar em inglês. Isso pode gerar um desconforto e insegurança e coloca em questionamento os métodos escolares.

“É fundamental que os pais tenham noção de que nada é um processo imediato. Aprender uma nova língua é uma construção diária e é preciso tempo para internalizar e externalizar o conteúdo. Além disso, é fundamental que haja uma exposição fora dos limites da escola”.

Os reforços externos são importantes para que escola e família caminhem juntas na formação das crianças. “Os pais podem assistir a um filme em inglês, ouvir música, estimular uma leitura. São muitas possibilidades que se tornam positivas e que fazem com que a criança esteja inserida no contexto da segunda língua”, conclui.

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