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A desnutrição infantil foi impulsionada pela pandemia da Covid-19. É o que mostra a pesquisa “Desigualdades e impactos da Covid-19 na atenção à primeira infância”. De acordo com o estudo, o número de crianças que estão muito abaixo do peso aumentou 54,5% entre março de 2020 e novembro de 2021 (foi de 1,1% para 1,7%). O índice corresponde a cerca de 324 mil (4,3%) crianças com idade até 5 anos.

O documento foi elaborado pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, em parceria com o Itaú Social e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Ele também aponta que a proporção de crianças que estão abaixo do peso ou muito abaixo do peso representa cerca de 4,3% no período citado.

“O estudo mostra que as crianças foram as vítimas ocultas da pandemia. Embora elas não tenham sido as mais afetadas diretamente pelo vírus, foram elas que sofreram as maiores consequências da crise provocada por ele. Essas violações de direitos impactaram, principalmente, crianças e famílias negras e indígenas. É fundamental priorizar os direitos das crianças e apoiar as famílias para reverter o cenário atual e dar a elas ferramentas para amortecer os impactos provocados pelo estresse tóxico e conseguir oferecer um ambiente de cuidado integral e integrado para as crianças”, afirma Maíra Souza, oficial de Primeira Infância do UNICEF no Brasil em comunicado do órgão.

No contexto global, a proteção dos direitos da criança à alimentação e à nutrição adeaquada ainda é um desafio gigantesco. O estudo “Alimentação Fadada ao Fracasso”, também do UNICEF, aponta que cerca de 149 milhões de crianças ao redor do mundo enfrentam atraso de crescimento por desnutrição e que 340 milhões de crianças menores de 5 anos de idade sofram de deficiências de vitaminas e outros micronutrientes essenciais.

Especialistas indicam que, ao longo da infância, a alimentação deve ter muita variedade. O recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que crianças comam por dia pelo menos cinco dos oito grupos de alimentos (cereais, pães e tubérculos; hortaliças; frutas; leguminosas; carnes e ovos; leite e derivados; óleos e gorduras; açúcares e doces).

Em alguns casos, o uso de alimentos fortificados ou suplementos pode ser recomendado por pediatras ou nutricionistas, mas isso vai de acordo com as necessidades de cada criança. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental para um desenvolvimento infantil saudável.

Entre outras orientações de especialistas, há alguns nutrientes que merecem maior atenção dos pais. O cálcio e o fósforo, por exemplo, são importantes na infância porque são fundamentais para a formação dos ossos. As vitaminas do complexo B, são essenciais para otimizar a utilização da energia dos alimentos. Já o ferro, a vitamina D, o iodo e o ácido graxo ômega-3, também devem estar presentes na alimentação infantil.

Os cuidados quanto ao tipo de gordura também são necessários, sendo importante priorizar a ingestão de gorduras de qualidade. O  DHA – uma sigla inglesa que significa ácido docosahexanóico –, por exemplo, se trata de uma gordura boa da cadeia ômega-3, presente somente em peixes de água fria, como atum, bacalhau, salmão, sardinha e truta. A OMS recomenda o e a Sociedade Brasileira de Pediatria aconselha, inclusive, as mães a ingerirem esse tipo de componente durante a gestação, pois ele também contribui para a formação cerebral do feto.

É também fundamental que a família passe por uma avaliação profissional. Consultar o pediatra ou nutricionista infantil para obter orientações individualizadas sobre a nutrição das crianças é essencial para o desenvolvimento.

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