Levantamentos de diversas seguradoras demonstram que a adesão de jovens a seguros vem crescendo nos últimos anos. Segundo a BB Seguros, a busca de jovens de 18 a 25 anos mais do que dobrou em 2021, com uma alta de 119%. A empresa também registrou crescimento de 103% no número de contratos fechados com pessoas com idades entre 21 a 25 anos.

De acordo com a seguradora pertencente ao Banco do Brasil, as buscas de jovens pelo seguro residencial também avançaram no último ano: a empresa registrou um crescimento de 36% entre 18 e 20 anos e 43% de 21 a 25 anos. Para 2022, a seguradora prevê um cenário de adição estável.

Quem também relatou a alta entre o público mais jovem foi a Brasilseg. A seguradora afirma que a contratação dos seguros por pessoas com até 20 anos aumentou 128% entre janeiro de 2020 e 2021. Ao mesmo tempo, a contração de jovens com até 25 anos avançou 36%, enquanto a busca pela modalidade por homens e mulheres com até 30 anos cresceu 25%. 

A MAG Seguros, por sua vez, reportou expansão de 20% no número de jovens que buscaram por seguro de vida, e indicativos da Prudential do Brasil revelam que 10% de sua base atual de clientes é composta pelo público com até 30 anos de idade.

Na visão de André Calazans, diretor de seguros na Azos, empresa de tecnologia e corretagem de seguros, o crescimento da contratação de seguros pessoais por pessoas mais jovens, registrado em diversas seguradoras nos últimos meses, vai ao encontro da necessidade de ir para o mercado de trabalho cada vez mais cedo. Dados do Censo Escolar do Inep mostram que mais de 2,7 milhões de jovens deixaram a escola em 2021 e a crise econômica foi o principal motivador.

“Com diversos profissionais utilizando plataformas como YouTube e Instagram, entre outros meios, para disseminar conteúdo inteligente, os jovens têm se dado conta da necessidade de se programar para as possibilidades da vida adulta”, afirma. “Além disso, muitos têm tido a percepção dos impactos no seu entorno, por exemplo, na falta de planejamento financeiro de seus pais e avós. Assim, o seguro pode ser uma das ferramentas para assegurar esse processo”, acrescenta Calazans.

O diretor de seguros na Azos também lembra que a pandemia de Covid-19 teve um grande efeito no Brasil e, possivelmente, a maioria das pessoas perdeu algum familiar ou amigo próximo, trazendo esses riscos para realidade e rotina dos jovens. Com efeito, o medo de perder um familiar preocupa 75% dos jovens brasileiros e 48% temem pela própria saúde, segundo sondagem do Conjuve (Conselho Nacional da Juventude).

O especialista alerta também sobre a questão dos jovens autônomos que não possuem vínculo empregatício, nem familiares com estrutura financeira. “Em minha perspectiva, o aumento na busca dos jovens por seguros também está relacionado ao momento em que se dão conta que são sua única fonte de renda e que precisam se atentar aos imprevistos e possibilidade de segurança, em 2022 a taxa de desemprego entre jovens chegou a 20%”. 

Para ele, ainda é importante ressaltar que as seguradoras e corretoras têm investido em tecnologia e experiência do cliente e na simplificação de processos de contratação e utilização dos seguros, tornando tudo mais amigável para quem acreditava que o processo tinha muita burocracia.

De fato, de acordo com a Brasilseg, o uso dos canais digitais do grupo cresceu 177%, o que a companhia atribui à chegada do público jovem.

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