Se nos últimos dez anos as buscas por cirurgias plásticas​ já estavam em amplo crescimento, após a pandemia este salto foi ainda maior. Segundo um levantamento divulgado no último ano pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, na sigla em inglês), em 2020 o Brasil foi o país que mais realizou procedimentos cirúrgicos na face e na cabeça. Foram 483,8 mil durante o período de um ano e a rinoplastia foi a segunda mais realizada com 87,9 mil procedimentos. 

De acordo com o otorrinolaringologista e cirurgião de nariz Dr. Jamisson Melo, o movimento acontece pela união de uma maior aderência da população aos procedimentos estéticos, ​da constante busca pela melhora da autoestima nos últimos anos e também pela influência das redes sociais, filtros e telas que as pessoas se submetem cada vez mais, principalmente após a pandemia da Covid-19. “Quando falamos sobre os procedimentos faciais isto é ainda​ mais claro, pois o rosto está muito em evidência, principalmente porque vivemos na era das redes sociais e queremos estar sempre bem nas fotos e vídeos. Isso contribui muito para a busca por procedimentos a favor da melhora da imagem e autoestima”, afirma. 

Atualmente, a rinoplastia é considerada uma das cirurgias plásticas mais complexas e desafiadoras justamente por lidar com uma região muito visada do corpo humano e diretamente ligada ao bem-estar e à autoestima. Mas, um dos fatores que tem contribuído para a melhora da satisfação​ e sucesso dos procedimentos é a​ utilização de tecnologias de previsibilidade e direcionamento das modificações na face, bem como o importante alinhamento de expectativas entre profissionais e pacientes.

“O paciente precisa estar ciente desde o início que o resultado da rinoplastia depende de diversos fatores que vão além de um conceito de beleza, ou modelo a seguir, como proporções de​ linhas, angulações,​ espessura de pele, entre outros. Por isso, é essencial um alinhamento de expectativas entre médico e paciente para buscar o melhor resultado dentro das possibilidades reais de cada um”, explica o cirurgião, que conclui dizendo que “após um consenso de expectativas e perspectivas, o profissional também utiliza um simulador tridimensional que simula a cirurgia e oferece uma noção muito realista da região do nariz antes e depois do procedimento, possibilitando mais precisão do resultado e maiores índices de satisfação na cirurgia”. 

O especialista também reforça​ que, quando feita com um profissional capacitado e sério, os riscos da cirurgia são​ muito pequenos. “O paciente será acompanhado antes, durante e após a operação, com todos os cuidados necessários. No pós-operatório, ele poderá sentir inchaços e pequenas dificuldades respiratórias por ter tido a região manipulada durante a cirurgia, mas isto é comum e passa em poucos dias. Após a retirada dos pontos, que ocorre em cerca de 7 dias, e aspiração/limpeza do nariz, o paciente percebe uma melhora da qualidade da respiração. E à medida que o edema (inchaço) vai saindo, o paciente já percebe um ganho importante da autoestima, se comparada ao período anterior à cirurgia”, finaliza.​​