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De janeiro a novembro deste ano, os negócios realizados no Sistema de Consórcios atingiram o acumulado de R$ 233,73 bilhões versus R$ 202,34 bilhões obtidos no ano anterior. O novo volume assinalou alta de 15,5%.

Em novembro, os consórcios voltaram a registrar novo recorde de participantes ativos ao cravar 9,31 milhões, ultrapassando em 10,8% os 8,40 milhões apontados no mesmo mês de 2021.

O sistema de consórcios, presente em todos os setores, somou participações dos consorciados em: 79,2% no setor de veículos automotores, subdivididas em 44,7% para veículos leves, 27,6% para motocicletas, e, 6,9% para os pesados; além de 15,7% no de imóveis, 2,8% no de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis e 2,3% no de serviços.

Ao analisar o comportamento dos consorciados na última década, de 2013 a 2022, verificou-se que o interesse e a confiança do consumidor, somados à credibilidade da modalidade, ano após ano, têm sido os principais responsáveis pelos crescentes desempenhos, apesar de ter vivenciado turbulências como a pandemia, o sobe e desce da inflação, as oscilações nos custos de combustíveis e de alimentos, além de outras variações econômicas nacionais e internacionais.

No período, os negócios contratados foram gerados a partir das vendas de 3,63 milhões de novas cotas, 14,5% acima das 3,17 milhões passadas. Na totalização houve: 1,38 milhão de veículos leves; 1,12 milhão de motocicletas; 606,06 mil de imóveis; 285,91 mil de veículos pesados, 174,73 mil de eletroeletrônicos; e 57,37 mil de serviços.

Ao longo dos meses, o tíquete médio registrou oscilações provocadas principalmente pelo aumento de adesões com créditos menores, em particular nos setores de imóveis e de veículos pesados. Desta forma, com mais adesões de pequenos valores, houve retração do tíquete de novembro, que alcançou R$ 59,95, 11,1% abaixo dos R$ 67,41, em relação ao mesmo mês do ano passado.

Entre os créditos disponibilizados para os consorciados contemplados, potencialmente inseridos nos diversos mercados onde os consórcios estão presentes, houve avanço de R$ 59,78 bilhões (jan.-nov./2021) para os atuais R$ 62,45 bilhões (jan.-nov./2022), com aumento de 4,5%.

O total de contemplações, no mesmo período, registrou crescimento de 7,8%, ao subirem de 1,28 milhão (jan.-nov./2021) para 1,38 milhão (jan.-nov./2022).

A somatória das contemplações nos onze meses, – 1,38 milhão -, abrangeu 608,14 mil cotas de motocicletas; 534,87 mil de veículos leves; 87,13 mil de imóveis; 57,98 mil de veículos pesados; 45,88 mil de eletroeletrônicos e 42,64 mil de serviços.

Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, comenta que, “com a chegada do final do ano, acreditamos que o Sistema de Consórcios mantenha a média obtida nos últimos meses, independente do cenário econômico, buscando expandir os totais já atingidos, confirmando o comportamento dos brasileiros, apoiado na educação financeira”.

A potencial participação dos consórcios nos setores

Os diversos setores da economia têm sido impactados pela potencial participação dos consórcios, originados nos créditos concedidos aos consorciados contemplados, comprovando a presença significativa nas vendas dos mercados internos, nos onze meses.

Em veículos leves, por exemplo, houve a potencial comercialização de um a cada três automóveis via consórcio. No setor das duas rodas, também houve influência nas negociações internas, no setor de motocicletas, ao dispor potencialmente uma a cada duas motos advindas de créditos concedidos.

No segmento de veículos pesados, com ênfase nos mercados do transporte rodoviário de carga e do agronegócio, o consórcio continuou participando potencialmente, de forma econômica e planejada, na renovação ou na ampliação de frotas. Um a cada três caminhões negociados no mercado interno foram adquiridos via consórcio.

O sistema de consórcios ratificou sua presença na cadeia produtiva ao contribuir, direta e indiretamente, para o planejamento da produção industrial, comercialização e prestação de serviços.

Não obstante suportar as variações da conjuntura econômica brasileira, como as oscilações dos índices inflacionários, enfrentar ainda ajustes e reajustes em vários segmentos, como nos alimentos, combustíveis, e efeitos globais paralelos causados pela guerra no leste europeu, “pode-se tentar projetar resultados positivos para o próximo ano, independente da posse de novos governantes no país e nos estados, bem como dos representantes no congresso nacional e nos legislativos estaduais”, diz Rossi.

Na estimativa dos créditos concedidos nas contemplações e possivelmente injetados nos mercados automotivo e imobiliário, verificou-se que o mecanismo marcou 35,2% de potencial participação no setor de automóveis, utilitários e camionetas. No de motocicletas, houve 49,6% de eventual participação, enquanto no de veículos pesados, a relação para os caminhões foi de 34,4%.

No acumulado de dez meses do segmento imobiliário, as contemplações representaram potenciais 11,5% de participação no total de imóveis financiados, incluindo os consórcios.

Final de ano positivo

A queda nos índices inflacionários, com o IPCA atingindo nos últimos doze meses 5,9%, aliada à expectativa de crescimento do PIB para 2,9%, sugere um encerramento de ano com a boa performance do Sistema de Consórcios consolidada.

Assim, com os efeitos da injeção gradual dos bilhões de reais em benefícios sociais na economia e os R$ 250 bilhões do 13º salário, bem como a redução do índice de desemprego até agosto ao nível de 8,7%, têm gerado, por decorrência, maior consumo e continuidade de crescimento em diversos segmentos.

Com este panorama até o final do ano, considerando os vários aspectos positivos, “ansiamos pela continuidade da média de adesões mensais ao sistema de consórcios, sempre entendendo que os consumidores seguirão planejando e assumindo os futuros compromissos financeiros com responsabilidade e controle de seus orçamentos”, estima Rossi.

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