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O Brasil celebrou o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino no último dia 19 de novembro. A data foi criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2014 para chamar a atenção para o papel da mulher no ambiente empreendedor, e ganhou destaque nas últimas semanas graças aos resultados alcançados pelas empresárias do país, que já são mais de 30 milhões.

Segundo dados do GEM (Global Entrepreneurship Monitor) 2020, monitoramento do empreendedorismo global realizado em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e com o IBQP (Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade), o número de mulheres à frente do próprio negócio no país corresponde a 48% do total de 52 milhões de empreendedores.

Aliás, mais da metade (55%) das empresárias do Brasil iniciaram seus negócios nos últimos três anos, em plena pandemia de Covid-19, segundo indicadores da RME (Rede Mulher Empreendedora). Informações presentes no relatório Global Gender Gap Report 2022, do FEM (Fórum Econômico Mundial) também demonstram que o empreendedorismo feminino no país avançou durante a crise sanitária, passando de 41% entre 2019 e 2020. Para os homens, o crescimento foi de 22%.

De forma síncrona, um balanço conduzido pelo LinkedIn – rede social de negócios, com base nos usuários da plataforma -, publicado no relatório do FEM, também indicou que, considerando 22 países analisados, o número de mulheres e homens que passaram a se identificar como empreendedores aumentou 45% e 32%, respectivamente. 

Para Cristina Boner, presidente do conselho fiscal do grupo Drexell, considerando datas como o Dia do Empreendedorismo Feminino e o Dia Internacional das Mulheres, celebrado em 8 de março, deve haver uma reflexão sobre o contexto atual das mulheres e os desafios enfrentados por elas, mas também de reconhecimento de suas conquistas e avanços históricos e sociais.

Entre desafios e conquistas

Para Boner, o avanço do empreendedorismo feminino é um dos principais feitos alcançados pelas brasileiras: “Temos muitos casos de sucesso de mulheres que conquistaram seu espaço por meio do empreendedorismo, mesmo em maio a um mundo ‘Vuca’ [Volatility, Uncertainty, Complexity e Ambiguity, na sigla em inglês – Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade, na tradução literal]”.

Os quatro conceitos citados pela empresária foram empregados pelo U.S Army War College na década de 90 para explicar o mundo no cenário pós-guerra. Hoje, o termo vem sendo relacionado para designar situações inesperadas.

Na visão de Boner, mesmo com todo o cenário positivo de crescimento, o preconceito é um dos principais desafios enfrentados pelas mulheres empreendedoras no Brasil. “O primeiro ponto é a discriminação no ambiente de trabalho e a diferença de oportunidades em relação aos homens”.

Com efeito, 74% das brasileiras acreditam que o preconceito e a discriminação ainda são barreiras na hora de buscar novas oportunidades de trabalho. A informação integra a terceira parte da Global Learner Survey, realizada pela Pearson em parceria com a Morning Consult, que entrevistou seis mil mulheres em seis países (Estados Unidos, Reino Unido, Brasil, México, Índia e China).

Ademais, 65% das entrevistadas afirmaram que a discriminação de idade é o maior problema a ser combatido. Paralelamente, dados da FGV (Fundação Getulio Vargas) revelam que as mulheres ganham, em média, 19% menos que os homens para exercer a mesma função.

Por outro lado, para a presidente do conselho fiscal do grupo Drexell, “é necessário considerar as conquistas já alcançadas pelas brasileiras, como as leis voltadas para proteção da mulher, o direito à educação e ao voto”. Dentre as principais leis mencionadas por Boner, ganham destaque: a Lei Maria da Penha (11.340/2006), a Lei Carolina Dieckmann (12.737/2012), a Lei do Minuto Seguinte (12.845/2013), a Lei Joana Maranhão (12.650/2015) e a Lei do Feminicídio (13.104/2015).

Quanto ao acesso à educação, as brasileiras conquistaram o direito de ir além do ensino fundamental em 1827, com a promulgação da Lei Geral em 15 de outubro. O direito de ingressar em uma universidade viria apenas 52 anos depois, no dia 19 de abril de 1879, quando o imperador D. Pedro II aprovou uma lei autorizando a presença feminina nos cursos superiores.

Já o direito ao voto, por sua vez, foi concedido às mulheres em 1932 por meio do Decreto 21.076, que criou a Justiça Eleitoral, pelo então presidente Getúlio Vargas. Apesar disso, o Brasil ocupa a 142ª posição do ranking de participação de mulheres na política nacional em uma lista internacional com 192 países.

Segundo o levantamento, realizado pela União Interparlamentar – organização internacional responsável pela análise dos parlamentos mundiais -, as brasileiras ocupam 15% das cadeiras da Câmara dos Deputados e 12,4% do Senado Federal.

Para mais informações, basta acessar: https://cristinaboner.com.br/

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