A pandemia levou a sociedade por caminhos e interações cada vez mais digitais, o que deixou ainda mais em voga a temática de segurança nas redes. À medida que aumenta o uso da internet para transações pessoais e no universo corporativo, o número de ataques também cresce.

Em comparação a 2021, os ciberataques cresceram 16% no Brasil em 2022. Um levantamento do FortiGuard Labs apontou que houve 103,16 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos no Brasil somente no ano passado. Dos países da América Latina, o Brasil ficou atrás apenas do México (com 187 bilhões).

O phishing é o tipo de golpe mais utilizado, de acordo com um levantamento da TradingPlatforms. Ele ocorre quando por meio de um link falso (mas que parece verdadeiro) os criminosos tentam obter ilegalmente informações como dados pessoais, senhas de acesso, números de cartão de crédito, etc.

Independentemente do tipo, cibercrimes são ameaças coletivas. A quantidade assustadora de tentativas de ataque, a complexidade do cenário de riscos no ambiente digital e a evolução cada vez mais acelerada de inovações tecnológicas, coloca a segurança digital como assunto prioritário e estratégico.

Um evento criminoso na internet pode atingir pessoas comuns, governos e organizações de todos os tipos e tamanhos. Coloca em risco não somente as operações e as receitas, mas também a reputação, especialmente quando envolve proteção e privacidade de dados.

Segurança cibernética está entre os principais desafios das organizações

Os números apresentados acima vão ao encontro dos resultados da Pesquisa Panorama do Mercado 2022, realizada entre setembro e outubro de 2022 pela Avantia, empresa de integração e desenvolvimento de novas tecnologias para segurança eletrônica no Brasil.

No levantamento, cerca de 34% dos pesquisados consideram a segurança cibernética, incluindo proteção de dados e ataques por hackers, um dos principais desafios de segurança na operação das companhias. Por essa razão, os investimentos em cibersegurança estão acontecendo e continuarão sendo prioridades das empresas.

– Cerca de 36% dos entrevistados afirmaram que adotaram soluções de Cibersegurança, tais como proteção de redes ou detecção de ameaças virtuais, nos últimos 12 meses;

– Aproximadamente 38% dos entrevistados pela Avantia responderam que farão investimentos em integração entre segurança física e cibernética em 2023;

– 26,4% investirão em soluções de cybersecurity, como proteção de rede, sistemas de monitoramento automatizados e detecção de fraudes, ainda neste ano.

“Os cibercriminosos são muito organizados, o que exige das empresas de desenvolvimento de tecnologias expertise para prever vulnerabilidades que surgem constantemente. Considerando que hoje praticamente tudo está conectado, é preciso ir além das camadas de proteção habituais e contar com a cooperação entre as organizações para oferecer soluções realmente seguras”, destaca Bruno Carvalho, acionista e diretor comercial da Avantia.

Falta preparo para atuar contra as ameaças

Um estudo da Fundação Getúlio Vargas defende que o Brasil precisa estabelecer um marco de cibersegurança e soberania digital, incluindo um arcabouço normativo, princípios de governança e formas de cooperação entre as partes. O objetivo é que se tenha medidas que protejam todos os sistemas digitais, as infraestruturas de acesso e as críticas, os bancos de dados e os aplicativos no país.

O Brasil possui uma política nacional de segurança da informação (Decreto nº 9.637/18), contudo, algumas estratégias propostas ainda não foram publicadas.

A preocupação da FGV é corroborada pelo ranking do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), que destacou o progresso dos países do G20 (grupo das maiores economias do mundo) na criação de ambientes digitais seguros. O MIT elaborou um Índice de Defesa Cibernética, no qual o Brasil aparece em 18º lugar considerando a preparação para atuar contra ameaças de segurança cibernética.

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