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A bioeconomia pode ser definida como uma área de conhecimento que cuida do consumo consciente, além de estar em harmonia com o meio ambiente e com os recursos naturais. De acordo com a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o setor movimenta no mercado mundial cerca de dois trilhões de euros e gera aproximadamente 22 milhões de empregos. Estudos da organização mostram que a tendência é que até 2023, a bioeconomia represente 2,7% do PIB (Produto Interno Bruto).

O Brasil é o país que tem a maior biodiversidade do planeta, possuindo em seu território cerca de 20% da diversidade biológica mundial, segundo dados do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). Segundo a agência da ONU, o Brasil está no topo dos 18 países megadiversos. Além disso, o Pnuma aprova ações e projetos de conservação ambiental e uso sustentável de recursos naturais.

O Governo do Pará criou, no segundo semestre de 2022, o Planbio (Plano Estadual de Bioeconomia), que pretende assegurar um modelo econômico de menor impacto ambiental e maior inclusão social para o estado, baseado em uma economia de baixa emissão de carbono. Esse plano é uma política pública ancorada na PEMC (Política Estadual de Mudanças Climáticas) e uma peça importante no eixo desenvolvimento socioeconômico de baixo carbono do PEAA (Plano Estadual Amazônia Agora).

O cofundador e presidente da TWB Bahia Transportes Marítimos, Reinaldo dos Santos, acredita que a bioeconomia na Amazônia é baseada na valorização da rica biodiversidade. “Isso leva ao desenvolvimento de uma industrialização a partir da biodiversidade, com sistemas agroflorestais, restauração de áreas desmatadas e cultivo de espécies valorizadas economicamente, gerando valor para o mercado nacional e internacional”, disse.

Para Santos, a bioeconomia tem emergido como uma solução para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, pela capacidade de promover uma transição justa para modelos econômicos de baixo carbono e contribuir para conservar sua biodiversidade única. “O mundo hoje discute meios de reduzir a crise climática. Projetos mostram o potencial de unir crescimento verde com renda na maior floresta tropical do mundo. Nada mais indicado do que projetos brasileiros gerando divisas para o país”, ressalta.

O mercado de açaí

Um estudo realizado pela The Nature Conservancy (TNC), em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Natura, divulgado em 2021, apresentou algumas análises socioeconômicas sobre os impactos das cadeias produtivas da sociobiodiversidade no estado do Pará, dentro do contexto da bioeconomia da região amazônica. 

A pesquisa analisou, desde a produção até a comercialização, produtos da sociobiodiversidade paraense, como açaí, cacau-amêndoa, castanha-do-pará, palmito, borracha, tucumã, cupuaçu-amêndoa, cumaru, murumuru e óleo de castanha-do-pará, mostrando que, em 2019, o PIB gerado por essas cadeias foi de R$ 5,4 bilhões. 

Dentre estes produtos, ganha destaque o açaí. Segundo dados da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a indústria de extrativismo e comercialização da fruta movimenta cerca de R$ 40 milhões em receitas. 

Segundo o especialista, o açaizeiro representa um importante fator socioeconômico para a região amazônica, devido a um dos seus principais produtos, o açaí, que pode pode ser batido para o consumo imediato da população, além de vendido como polpa industrializada congelada. “Ademais, o corante natural, denominado antocianina, é empregado nas indústrias farmacêuticas, cosméticas e alimentícias”, diz.

Para Santos, o mercado de açaí, principalmente o externo, é um mercado potencialmente em expansão devido ao apelo de alimento funcional por seu reconhecido poder antioxidante. “A inserção em cosméticos e formulações alimentícias como um ingrediente orgânico, pode influenciar positivamente na produção nacional de frutos”, conclui.

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