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A diminuição de novos casos semanais de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro fez baixar a curva nacional de infecção pela doença. Apesar disso, a detecção de novos casos positivos de SRAG para SARS-CoV-2 (Covid-19) nos demais estados brasileiros ainda não dá sinais de desaceleração e ainda preocupa autoridades em saúde. É o que o mostra o último boletim InfoGripe, elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

A última atualização do estudo mostra que 21 estados apresentam tendência de crescimento a longo prazo, observado nas últimas seis semanas. No Rio de Janeiro e em São Paulo, já se observa interrupção do crescimento no número de novos casos semanais em todas as macrorregiões de saúde. 

Segundo a Fiocruz, em todos os 21 estados, a maior parte dos casos se dá na população adulta e nas faixas etárias acima de 60 anos, compatível com aumento de internações associadas à Covid-19. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos com resultado positivo, bem como os óbitos desse grupo de pacientes, foi de 94,8% para Covid-19 dentre os principais agentes infecciosos virais respiratórios.

Os dados mostram que a precaução não deve ser abandonada pela população. A médica clínica Verena Reis Coral atesta que apesar da redução dos casos, da flexibilização de medidas sanitárias e do abrandamento dos sintomas, ainda se faz necessário atenção e cuidados referentes às possíveis e recorrentes “novas ondas” da doença, especialmente nesta época do ano, em que famílias costumam se reunir para comemorar o Natal e o Ano Novo.

 “Uso de máscaras, higiene das mãos, evitar aglomerações e vacinação periódica ainda são as formas mais eficazes de evitar a contaminação e propagação do vírus, independente da faixa etária, atividade laboral ou alocação social do indivíduo”, reforça ela, acrescentando que existem grupos que merecem um enfoque especial. “Idosos, portadores de doença crônica (como obesidade, hipertensão arterial e diabetes) e imunocomprometidos (como aqueles em tratamento de câncer e HIV) devem ter atenção redobrada”, diz.

Com cinco anos de experiência na área médica e atuação no combate à pandemia da Covid-19, Verena Coral ressalta que os pacientes citados acima são categorizados como grupo de risco por apresentarem maior probabilidade de desfecho negativo quando adoecidos. “É de grande importância que a população e os órgãos de saúde se atentem para a vulnerabilidade desse grupo, intensificando os métodos de prevenção, diminuindo a disseminação e promovendo a saúde integral em todas as fases da doença”, enfatiza.

Casos de Covid-19 diminuíram em 2022, mas doença ainda é principal causa de SRAG

De acordo com o último InfoGripe, boletim divulgado pela Fiocruz, em relação ao ano epidemiológico de 2022, já foram notificados 279.678 casos de SRAG, sendo 131.909 (47,2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 119.132 (42,6%) negativos, e ao menos 15.981 (5,7%) aguardando resultado laboratorial.

Dentre os casos positivos do ano corrente, 5,0% são Influenza A, 0,2% Influenza B, 9,7% Vírus Sincicial Respiratório (VSR), e 76,9% COVID-19. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, houve um incremento ainda maior de casos de Covid-19, totalizando 94,8% das infecções.

Nesta atualização, a Fiocruz observou sinal de aumento da doença em estados de todas as regiões do país. Já em SP, o VSR mantém presença expressiva nas crianças de 0 a 4 anos, além de apresentar retomada do crescimento nesse público nos três estados da região Sul.

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